sexta-feira, 24 de abril de 2009

Antes do amanhecer - e o bom e velho amor

Considerei o filme delicado; essencialmente romântico e com diálogos que muito me interessaram – é sempre bom ver o que se pensa / pensava das relações humanas, seus medos e valores. Ainda mais se é possível concordar com parte das falas.

É claro que as situações são no mínimo inusitadas. Mas a ideia de ter 24h para conhecer, se apaixonar e se ‘desapegar’ de alguém acabou ficando interessante – evidente que os protagonistas não se perderão um do outro - ao menos  em lembranças -  graças à relação entre eles estabelecida, seja ela física, emocional ou intelectual. A dança do ‘olhar’ de ambos ficou ótima, principalmente quando retratada na loja de discos. Sem contar que a maioria das cenas se passa em lindos lugares.

Na minha opinião – permito que você tenha uma divergente, se quiser – as pessoas deveriam preocupar-se mais em conhecer umas às outras. Passa-se uma vida inteira sem saber o que faz da outra pessoa feliz ou triste; passa-se uma vida inteira como a protagonista mesmo diz a certa altura do filme [no parque e, antes disso, comenta a história de sua avó ]: querendo estar com outra pessoa.

O filme me deixou as seguintes perguntas: quando lidamos com o nosso ‘self’[sentimentos, planos e afins ], não podemos ser honestos uns com os outros? Egoísmo ou medo? É possível ‘racionalizar’, realmente, uma relação?

Talvez o filme não se proponha a trazer esse tipo de reflexão, mas, ao assisti-lo, fiquei a pensar nessas questões.

Continua...