quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Fim do ano




Nunca esperei tanto para ver um ano acabar. Este me deixou cansada. Demais. Há tanto para esquecer; a tanto para não repetir. Felizmente, quase na mesma proporção, há o que comemorar.

Um ano novinho em folha. É tudo o que quero; é disso que preciso. Páginas em branco para encher de coisas, pessoas e histórias que valham a pena; para ter mais 365 oportunidades de aprendizado e, principalmente, de felicidade. A vida é isso. A cada dia renovamos, ao menos, a esperança de nos sentirmos completos, felizes.

Um Feliz Ano Novo a todos/as!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Everybody wants to rule the world...

Algumas vezes, antes de dormir, acabo ficando com uma ou outra música na cabeça. Hoje me veio esta...


Alguém ai é deste tempo? Ahhh! Eu espero que sim! Tears for Fears! Clássico! [risos]
Aliás... Hoje, após visitar o blog da minha amiga @amanda_arm, descobri que sou um brontossauro musical... É sério! Verifiquem o post de segunda-feira lá no Sai Daqui! e pensem... sabe alguém que conhece e gosta de 95% daquelas músicas? Sou eu!


domingo, 12 de dezembro de 2010

Do tempo...

Acho que escrever liberta. Pelo menos sempre gostei disso. O que não significa que o faça com grande destreza. O dia de hoje, repleto de memórias e alegrias por estar com as pessoas que mais prezo e amo no mundo, me fez pensar que muito perdemos por não verbalizar! E isso às vezes nos custa tão pouco... na maioria delas, só tempo!

Aliás, clichê ou não, o tempo é mesmo o melhor remédio. E por falar nele, encontrei nos meus 'rabiscos digitais' um texto pequeno, que foi produzido depois de assistir a um filme que considerei belíssimo: Mar adentro.

Não. Não procurem por estilo ou uma grande coisa. O que escrevo é simples. E creio que sempre será

***


E de repente mergulhamos num vazio. E é como se não houvesse mais nada além dos pensamentos. Concha no ouvido; barulho do mar. fechar os olhos para enxergar melhor o que se sente.


E de repente o vento leva tudo embora. Ainda que nem tudo se vá, ele segue. E os olhos seguem fechados, procurando ver o que já não sentem.

E de repente os olhos secos. Não há mais lágrimas; nem emoção exacerbada. Acabou o barulho, o turbilhão, a dor. E o mar segue. Nem tranquilo e sereno; nem agitado e assustador.


Olhos abertos, já não sentem da mesma forma. E já não olham para trás.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sunscreem - Love You More

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Legião Urbana - Tempo Perdido

Mais uma para a trilha de hoje... Legião é sempre Legião. Renato Russo é único! E o trabalho segue com música!

"[...]
Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos...

Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo[...]

Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens..."

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Prezi - um adeus aos ppts e pps?

Para olhar...

mais uma ferramenta que pode ser utilizada para a apresentação de trabalhos: PREZI.Com ela é possível inserir vídeos, imagens, gráficos, textos... mas espera... no Power Point não se faz a mesma coisa? NÃO!

A grande novidade do Prezi está na navegação. A forma de acessar os conteúdos dispostos permite uma visão geral do todo, permitindo que escolhamos por onde 'olhar' primeiro! Além disso ele é disponibilizado em uma versão 'online ' outra 'offline'. A versão online é gratuita, pois o conteúdo fica disponível no servidor do produto; a versão offline  é cedida mediante pagamento de linceça, conforme vocês podem ver no site do programa!

Mas atenção! Fica a ressalva da Instructional Designer aqui: se a apresentação for 'presencial', ou seja: uma banca, um grupo, etc. Ensaie antes... com a facilidade de agregar recursos, não cometa o erro de produzir uma sala de frutas acadêmica! Se ficar em dúvida quanto ao 'como construir', 'o que inserir' e 'como apresentar' para não fugir do tema e do tempo disponível para a apresentação, use o bom e velho Power Point... melhor uma apresentação simples e bem feita do que um circo indomado e sem sentido! ;-)

Para que vocês possam ter uma idéia da novidade de que falo, dêem uma olhada no link abaixo:
Exemplos de apresentações com Prezi

sábado, 27 de novembro de 2010

Selena Gomez & The Scene - A Year Without Rain

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Em dez anos...

O tempo vai passando e não nos damos conta... hoje vi que ainda está em circulação pelo mundo virtual uma edição da revista Puc Informação de - se não me engano - 2001. É curioso ver que, na mesma revista em que citam o I Salão de Iniciação Científica da PUCRS - do qual participei e  no qual fui 'entrevistada' [risos], há uma pequena nota sobre o I seminário a respeito de Dislexia!

Ok, bobagem, mas caminhos e situações que se cruzam de forma interessante me chamam a atenção... hoje, dez anos depois, estou a poucos dias de apresentar o meu pré-projeto em aula e iniciar as etapas da pesquisa... em dez anos não larguei a 'veia pesquisadora' - por assim dizer - mesmo que o tema seja outro.

Bom saber que, de certo modo, reavivo a discussão sobre a 'pequena' nota da edição citada e, quem sabe, possa vir a contribuir para melhorar o processo de aprendizagem daqueles que precisam de metodologias diferenciadas!

Deixo, abaixo, a revista para que possam dar uma olhada!


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Extraño

A proximidade do fim do semestre me angustia! Parece que a cada dia descubro dez livros que ainda não li e que parecem ser fundamentais! Ontem, por exemplo, cheguei à conclusão de que provavelmente tenha que acampar na biblioteca qualquer dia desses... em quinze minutos, listei oito livros cujos capítulos podem ser importantes. É lógico que nem todos serão citados ou de fato utilizados, mas no mínimo lidos.  E é ai que começa o dilema. Mas tudo bem... até aqui... tudo bem!

Há dias não escrevo nada de próprio ‘punho’ – se é que assim pode-se dizer – aqui no blog. Mas creio que em função do que citei anteriormente, fica claro o motivo: tempo. No pouco tempo que tenho tido, ‘anoto’ coisas que me interessam, que fazem algum sentido para mim. Embora pareçam levemente ‘desconexas’. No somatório geral é aquilo que já postei aqui lá no [re]início: sempre com um pouco de mim. E não poderia ser diferente...

Hoje consegui acordar cansada do mundo. Isso já aconteceu com algum/ma de vocês? Cansada das fachadas, da educação moldada e falsa, do riso amarelo, do ‘muito barulho por nada’. Seria tão simples se as pessoas fossem elas mesmas... mas é sempre preciso erguer a máscara. É como dizia Renato Russo: “um dia pretendo tentar descobrir por que é mais forte quem sabe mentir”. E nesse ritmo vestimos as armaduras necessárias para enfrentar o trânsito, o trabalho, a família... Onde estamos, afinal?  Por que perguntar ‘quem somos’ é muito clichê.

E para continuar essa quinta-feira – que já corre – deixo por conta do Nenhum de Nós.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Rachel de Queiroz - O século da desbravadora


Primeira mulher a entrar na Academia Brasileira de Letras e pioneira de uma estética nordestina, a cearense Rachel de Queiroz, nascida há 100 anos, tem o inédito Mandacaru (1928) enfim publicado


Inédito há 82 anos, o livro de poemas Mandacaru, de Rachel de Queiroz, será finalmente lançado na quarta-feira durante a abertura das comemorações do centenário de nascimento da escritora cearense (17/11/1910-4/11/2003) pelo Instituto Moreira Salles (IMS) do Rio, que programou para a data uma série de eventos. Entre as atividades está a exposição Rachel de Queiroz Centenária, que tem curadoria do consultor literário da instituição, o poeta Eucanaã Ferraz.
Desenho de Suely Avellar/Divulgação
Desenho de Suely Avellar/Divulgação
Ela costumava dizer que era jornalista profissional e ficcionista amadora
A edição fac-símile dos dez poemas de Mandacaru (160 págs., R$ 36) é um marco: o livro deveria ter precedido o lançamento de sua obra mais conhecida, O Quinze (1930), com o qual mantém vínculos que não se restringem à temática do romance - a via-crúcis dos retirantes que tentam escapar da seca e da miséria. Mandacaru é uma espécie de carta de intenções de Rachel, que tentou com a poesia se aproximar dos modernistas paulistas em 1928, dois anos antes de o movimento ser declarado oficialmente morto por um de seus criadores, Mario de Andrade.

Organizadora da edição, Elvia Bezerra, do IMS, garante que só sobrou esse inédito entre os documentos do arquivo Rachel de Queiroz confiados à guarda da instituição, que totalizam 5 mil itens entre manuscritos, livros de anotações, fotos, periódicos, cartas e recortes de jornais. Um pequena parte deles estará na mostra do centro cultural carioca do Instituto, que destaca, entre outras peças, as aquarelas do romance O Galo de Ouro, publicado em forma de folhetim pela revista O Cruzeiro, entre setembro de 1950 e junho de 1951. Fazem parte ainda das comemorações a exibição do filme O Cangaceiro (quarta, às 16h), dirigido por Lima Barreto com diálogos de Rachel de Queiroz, uma conferência de Heloísa Buarque de Hollanda sobre a escritora (na mesma data, às 19h) e a leitura de sua peça A Beata Maria do Egito (dia 23, às 20h), com direção de Aderbal Freire-Filho.

Primeira mulher a entrar na Academia Brasileira de Letras, em 1977, a escritora também será homenageada pela instituição, que abre na quarta-feira a mostra Rachel de Queiroz - Atravessando o Século, em seu Centro Cultural. Lá estarão, entre outros livros, os três infantis publicados pela editora Saraiva: Andira, Cafute & Pena-de- Prata e O Menino Mágico. Duas outras obras infantis estão a caminho pela editora José Olympio, casa onde a escritora começou e terminou sua carreira.

Rachel teve a sorte de contar com uma amiga leal que guardou seus manuscritos, Alba Frota, inspiração para a personagem Maria José de As Três Marias. Chefe do Serviço de Documentação da Universidade Federal do Ceará, Alba, morta num acidente de avião em 1967, recebeu de Rachel os manuscritos de Mandacaru. A primeira notícia sobre o livro saiu no Correio do Ceará, em 1928, revelando que estava definido o lançamento, depois suspenso pela autora, que acabou publicando quatro dos dez poemas em revistas e jornais. Um dos manuscritos se perdeu e foi recuperado, o do poema Lampião, que a revista Cipó de Fogo publicou em seu único número, em 1931. Coube ao pesquisador Fábio Frohwein, do IMS, localizar o original que agora integra a edição de Mandacaru.
No prefácio, a autora se apresenta aos "Novos do Sul" como alguém que acredita no messianismo do movimento modernista paulistano e comunga do seu projeto de brasilidade, mostrando-se também disposta a tirar do Brasil a "velha e surrada casaca europeia" e fazê-lo vestir uma "roupa mais nossa, feita do algodão da terra". O título Mandacaru é justificado por ela como o signo da raça, que, isolado e de aparência inútil e agressiva, resiste à tortura da seca. Também a modernista Tarsila usou o mandacaru em sua tela mais famosa, o Abaporu, pintada no mesmo ano em que foi escrito o livro da cearense.
Como observa a coordenadora da edição, em Mandacaru já estão esboçados todos os temas de O Quinze, do êxodo nordestino à ascensão de Lampião. Talvez a escritora tivesse desistido de publicar Mandacaru em 1928 por estar insatisfeita com o gênero. "Ela devia estar tateando o estilo", diz, identificando na "prosa enxuta" de O Quinze uma desenvoltura que Rachel de Queiroz não demonstrava na poesia. "De qualquer modo, ela fala de emoções e de um cenário que conhecia bem", conclui Elvia.
Nesse cenário feudal, retratado pelos regionalistas nordestinos dos anos 1930, predominava a figura masculina do escritor e personagens de um mundo essencialmente viril de senhores de engenho e cangaceiros. Rachel foi a primeira mulher nordestina a penetrar nesse reduto de cabras-machos, elegendo já em seu primeiro livro de poemas personagens femininos fortes como dona Bárbara Pereira de Alencar (1764-1831), matriarca e heroína histórica que participou da Revolução Pernambucana de 1817 - e, nos anos 1990, guerreiras como Maria Moura. (Consta que, ao ler O Quinze, Graciliano Ramos teria desconfiado do nome impresso na capa, acreditando estar diante de um livro escrito por homem).
Segundo a editora Maria Amélia Mello, da José Olympio, Memorial de Maria Moura (1992) é até hoje um dos mais vendidos entre os 12 livros da escritora publicados pela casa, ao lado de O Quinze, sempre nas compras governamentais destinadas às escolas. Rachel esteve ligada à editora desde os anos 1930, tendo traduzido livros de Dostoievski e Balzac. "Ela passou 50 anos sem nenhum contrato assinado, fazendo da José Olympio seu endereço de correspondência quando morava na ilha do Governador", conta Maria Amélia, que acaba de lançar Não Me Deixes, livro com receitas e fotos da fazenda de mesmo nome pertencente à escritora.



Maria Amélia, que também lançou uma nova edição de Tantos Anos, fora de catálogo há muito, prepara um novo livro da autora, O ABC de Rachel de Queiroz - espécie de perfil literário - e seleciona as crônicas da escritora para um próximo volume. Foi esse o gênero que a consagrou e com o qual se despediu dos leitores, no Caderno 2, do Estado, onde assinou um texto por semana entre 1988 e 2003. "Ela era irreverente, engraçada, uma profissional que se dizia preguiçosa, mas que produziu como ninguém", comenta a editora. De fato. Só de crônicas, Rachel de Queiroz deixou 3 mil para comprovar. Tinha um profundo fascínio por escrever em jornal.
 






Fonte: Estadão
Acesso: 17.11.2010

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pandora's Box



E navegando por ai, encontrei uma referência que pode ser do interesse de vocês! Como já postei aqui em outros momentos, uma das bandas que ouço até hoje é a OMD [claro que só as da formação original ] e, para minha surpresa, garimpando uma das músicas que mais gosto, descobri este vídeo! Curiosa por natureza, fui pesquisar sobre o filme a que esse material faz referência e encontrei o blog Pandoras's Box! Pra quem quer ter uma breve noção dos principais momentos do cinema mundial, vale a leitura e a pesquisa!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Fazenda em que Monteiro Lobato viveu faz 140 anos

Celebração da data reacende polêmica sobre localização do Sítio do Picapau Amarelo, onde o escritor teria nascido
 
Ao completar 140 anos - conforme registro na porta de entrada -, a antiga Fazenda Buquira, hoje Sítio do Picapau Amarelo, localizada na Estrada do Livro, a oito quilômetros da cidade de Monteiro Lobato, no Vale do Paraíba, prepara uma surpresa para 40 crianças de escolas públicas locais. Serão elas que, na quarta-feira, apagarão as velas e cantarão Parabéns a Você para marcar simbolicamente o início da carreira de Monteiro Lobato como escritor de literatura infantil. 

Luciano Coca/AE

Luciano Coca/AE
Foi no casarão de 19 cômodos e 80 janelas, construído em 1870, que ele escreveu Urupês, o primeiro livro de uma série que o consagraria como escritor.
Mas a data serve também para levantar a antiga polêmica sobre a localização do verdadeiro Sítio do Picapau Amarelo, onde Lobato nasceu e viveu. Seria em Taubaté, na Chácara do Visconde, onde são recebidos milhares de turistas? Ou seria na fazenda, onde "atrás do casarão corre um rio de águas claras, onde peixinhos nadam de olhos arregalados", como descreveu o autor?
A verdade é que não há documentos que comprovem exatamente o local onde o escritor nasceu. "Procuramos comprovar a veracidade de fatos como nascimento ou entrada e saída dele da faculdade. Não tivemos acesso a isso. Nem nós nem ninguém", diz a professora aposentada Maria Lúcia Ribeiro Guimarães.
Filha de João Xavier Ribeiro, da família que comprou a fazenda de negociantes, após ser vendida por Monteiro Lobato, ela defende a tese de que o escritor nasceu ali, onde também estaria o verdadeiro Sítio. Sobre a dúvida de o nome do escritor ser José Bento ou José Renato, Maria Lúcia diz que "não há nada que prove que ele se chamava José Renato. Existe política por trás disso e pessoas enganando outras". Segundo ela, a cópia da declaração da filha mais velha de Lobato dizendo que o pai "contava" que era de Taubaté é o único vestígio dessa afirmação.
Leitora apaixonada das obras do autor, ela mantém e dirige há 18 anos o museu que funciona na fazenda, aberto em 1973. Lá, é possível comprar todos os títulos de Lobato. "Estamos comemorando também o nascimento do escritor. Foi nessa casa que ele escreveu Urupês e criou o Jeca Tatu. Foi aqui que começou a enviar crônicas para o jornal O Estado de S. Paulo", afirma.
Segundo consta, Lobato morou na fazenda de 1911 a 1918. Ele havia se formado em advocacia e voltou para Buquira, tornando-se fazendeiro após a morte do avô, de quem herdou a fazenda. "É quando ele resolve escrever para crianças", diz Maria Lúcia.
O casarão do Sítio foi reproduzido nos cenários da primeira versão para a televisão das histórias de Lobato, na década de 1950, pela TV Tupi. "Aqui nunca foi gravado nada. Vieram fazer maquetes, depois trouxeram artistas para fazer laboratório e nunca voltaram. Mas foi a versão que trabalhou melhor o escritor", afirma Maria Lúcia.          
Visitação. Sala em que Monteiro Lobato fazia suas reuniões. Foto: Luciano Coca/AE


Evidências. A diretora do museu aponta evidências que confirmariam sua tese, entre as quais o fato de que na época do nascimento de Lobato a fazenda pertencia a Taubaté. "Em 1948, ano da morte do escritor, o local se emancipa e, em homenagem a ele, recebe seu nome."
Outra possibilidade seria a mãe dele ter passado uma temporada na fazenda só para dar à luz. Quarto e cama onde ele teria nascido foram preservados. "Ele era neto bastardo do Visconde de Tremembé."
A professora menciona citações que Lobato fez em cartas a amigos em relação à fazenda, dizendo que a casa é tão grande que "poderemos passar um mês dentro dela, sem nos encontrar, pois a casa tem só 80 portas e janelas". "Não há nada disso sobre outros sítios: mangueiras e jabuticabeiras e riozinho com cachoeira atrás do casarão só aqui tem", diz a professora.

Contestação. O professor Carlos Roberto Rodrigues, pesquisador da vida e obra do escritor, contesta a versão de Maria Lúcia. "Não tenho dúvida de que Monteiro Lobato nasceu na Chácara do Visconde. Não há explicação para que a mãe dele fosse fazer o parto tão longe."
Rodrigues concorda que faltam documentos que provem onde Lobato nasceu, a não ser alguns da Cúria de Taubaté. O pai de Lobato, segundo o professor, era dono da Fazenda Paraíso, em Pindamonhangaba. "Lá também tinha riozinho e lá era o Reino das Águas Claras", rebate.
Segundo o pesquisador, Lobato passava férias em vários lugares do Vale do Paraíba, mas as descrições das cartas são referentes à chácara em Taubaté. "Se ele fala sempre em sítio, não poderia ser uma fazenda", destaca.

 Por: João Carlos de Faria - O Estado de S.Paulo
Fonte:  ESTADÃO
Acesso: 25/10/2010

domingo, 24 de outubro de 2010

Sensações



Eu me perdi, perdi você
Perdi a voz, o seu querer
Agora sou somente um,
Longe de nós, um ser comum

Agora eu sou um vento só a escuridão
Eu virei pó, fotografia, sou lembrança do passado
Agora sou a prova viva de que nada nessa vida
É pra sempre até que prove o contrário

Estar assim, sentir assim
Um turbilhão de sensações dentro de mim
Eu amanheço eu estremeço eu enlouqueço
Eu te cavalgo embaixo do cair
Da chuva eu reconheço

Que Estar assim, sentir assim
Um turbilhão de sensações dentro de mim
Eu me aqueço, eu endureço, eu me derreto,
Eu evaporo e caio em forma de chuva, eu reconheço
Eu me transformo

Paula Fernandes

domingo, 10 de outubro de 2010

Forever live and die...


Essa é do OMD  Não muito falada, mas não chega a ser uma daquelas bandas de 'um sucesso só', como diria um amigo meu. Resolvi postá-la aqui hoje porque - como faço algumas não raras vezes - estou repensando algumas coisas da vida pessoal.

Li algo dia desses que, mesmo sem referência à autoria, me fez pensar muito a respeito. Dizia algo como:
"Lembre-se: a vida é sempre uma incerteza. Somente o que é morto é certo, fixo, imutável. Tudo o que está vivo muda sempre e se movimenta, é fluido, flexível, capaz de se mover em qualquer direção."

Li isso e pensei que posso estar querendo 'morrer' pelo fato de querer buscar certezas demais, manter uma visão fria e racional sobre tudo e todos. É inútil. As pessoas mudam porque têm que mudar; as pessoas erram muito ou pouco, mas erram e não podemos mudá-las. Podemos mudar como nos comportamos em relação a elas. E essa mudança pode vir a ser exclusão total. Mas, às vezes,  inclui uma retomada, um perdão, uma reconciliação, um retorno a uma amizade especial.

Hoje acordei pensando sobre isso. Acordei inclinada a perdoar pessoas e, dentre elas, a mim também. Eu e eu mesma andamos brigadas há algum tempo!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Someday... someway

Uma das coisas que ainda vou me prestar a fazer é analisar alguns vídeo clipes das bandas de que mais gosto. Talvez eu tenha tempo para isso... daqui uns dois anos! Mas enfim: nos idos anos 90, fui viciada em MTV e, provavelmente por isso, a mistura de música com imagens é algo que me distrai.

Logo, sempre que alguma música me chama a atenção, a primeira coisa que faço é buscar, na letra, se discubro o provável nome; depois, corro para o 'oráculo' para descobrir a referência completa sobre ela. Com isso, estando numa correria maluca num desses dias, escutei uma das músicas que adoro e resolvi buscar no ‘youtube’.

Alguém aqui conhece “Michael Learns to Rock”? De nome nem eu sabia. Mas a música é boa. Para um início de quinta-feira, vale a pena ouvir:

video


Someday . . . someway. . . Together we would be Baby...
E a quinta-feira segue correndo comigo!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Desencanto


A semana começa arrastada. Com a sensação de que falta alguma coisa. E falta mesmo.
Engraçado, mas parece que certas realizações são incompatíveis. Não fui nada um bom tempo; mas me sentia dona do mundo. Hoje tenho o mundo nas mãos, mas nunca me senti tão vazia.

É. Algumas vezes a gente se desencanta. Desencantei com algumas coisas da vida.

sábado, 2 de outubro de 2010

Cão raivoso a passeio...

De tempos idos e arquivos relidos... 

Recebi este texto há muito tempo. Mais de cinco anos.  A autoria é de Eduardo Alves da Costa - segundo a fonte de envio.  Engraçado... apesar do tempo me parece muito atual.

Eduardo, louco em férias, poeta disfarçado em burocrata, levanta-se todos os dias com péssimo humor, para ser devorado pelo relógio de ponto.

Obediente, amável, prestativo, conhece a fisionomia dos carimbos, sabe de cor o roteiro dos papéis e sente uma vontade secreta de atear fogo aos arquivos.

Adora olhar pela janela. Está sempre olhando pela janela, muito embora nada aconteça.

Acredita nos homens, entregaria sua vida por eles, porque é um tolo, um humanista impenitente, um amante das grandes causas, um aprendiz de santo, um sofredor pela miséria alheia, uma vítima do melodramático, um desprotegido contra a chantagem emocional, com uma farpa da cruz atravessada no coração.

Espera ansioso o momento de lutar pelo proletariado mas não compreende como se resolverá o problema de acomodar milhões de traseiros num único trono. E se prepara, desde logo, para enfrentar os burocratas, os donos do poder e o pelotão de fuzilamento.

Odeia os delegados, representantes, procuradores, emissários, substitutos, intermediários, signatários e mensageiros.

Aguardo o suicídio de todos os tiranetes, o exílio dos Napoleões do brejo e dos almirantes sem navio, que não fazem outra coisa senão passar os subordinados em revista e acabam a carreira como soldadinhos de pau, esquecidos num sótão.

Faz amor com irregularidade, porque não obedece a nenhuma tabela nem tem a mulher ao alcance da mão. Prefere amonogomia, não por moral mas porque já lhe é difícil encontrar uma fêmea com sexo e miolos no lugar.

Desconhece o que é café matinal em família, não tem filhos para levar ao colégio, embora ame as crianças e sinta grande inveja dos que nasceram com suficiente mediocridade para as ter sem saberem por quê.

Caminha pela noite, sozinho à caça de fantasmas, recebe propostas para ser gigolô e sempre se arrepende por não as aceitar.

Parece crescer ao contrário, da velhice para a adolescência. E enquanto aguarda o momento de nascer, leva seu cão raivoso a passear.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Don't you (forget about me)!

Ah, sim! Essa é clássica. Pra quem viveu pelos idos anos oitenta - ou nasceu por ali... Simple Minds estava em todas com essa música. Mas quem anda cantando isso prá mim são os materiais que tenho que estudar! Andam acumulando! Socorro!

Mas já que música é ótima... fica aqui a referência para quem não conhece ou conhece e quer ouvir! Então...
Don't you (forget about me)!

domingo, 29 de agosto de 2010

Canteiro de palavras

Um dos textos que li na faculdade. Uma breve crônica do Nilson Souza, cujo nome da título a esta postagem. Já foi texto de prova da PUC em 2004; já utilizei em aulas nas turmas de Aprendizagem... fala sobre escrever:
 
Qual é o seu ofício – me pergunta com certa formalidade o simpático velhinho da fila do banco, depois do cumprimento habitual e do comentário sobre o tempo, rotinas que servem para quebrar o gelo (no nosso clima, literalmente) entre desconhecidos circunstancialmente íntimos pela espera compartilhada. Quase digo que sou jornalista, mas me policio porque conheço o poder inibidor da minha profissão.
 
– Vivo de escrever! – respondo no mesmo tomevasivo, tentando decifrar o efeito da resposta no seu olhar enrugado. Lembro de um escritor que falou coisa semelhante para uma empregada de poucas luzes e recebeu de volta um comentário um tanto surrealista, provavelmente buscado nos anúncios de empregos dos jornais:

– Ah, o senhor tem redação própria?
Mas o meu interlocutor momentâneo não manifesta qualquer curiosidade sobre o gênero dos meus escritos, se preencho notas fiscais ou elaboro poemas parnasianos. Está mais interessado em mostrar suas duas mãos, dois conjuntos desarmônicos de calos e cicatrizes.

– Eu sou cortador de pedras – me diz com indisfarçável orgulho de quem detém um dote raro.
Antes que a fila ande, tenho tempo ainda para ouvir algumas explicações sobre a arte de tirar paralelepípedos da rocha bruta, sobre as ferramentas que usa e sobre a quantidade de peças que produz. Ouço em silêncio para não perturbar a narrativa, mas seu trabalho não me é estranho.

Perto de minha casa há uma pedreira. Conheço a faina dos homens empoeirados que lá labutam. De vez em quando fico ouvindo a distância o martelar dos canteiros e pensando na célebre fábula sobre perseverança, escrita por Jacob Riis, que tem como personagem exatamente um cortador de pedras. Diz mais ou menos o seguinte: “Quando nada parece dar certo, eu observo o homem que corta pedras. Ele martela uma, duas, centenas de vezes, sem que uma só rachadura apareça. Porém, na centésima primeira martelada, a pedra se abre em duas. E eu sei que não foi aquela pancada que operou o milagre, mas todas as que vieram antes”.

Pois escrever, me dou conta enquanto preencho o cheque, não deixa de ser um processo semelhante. A gente martela centenas de vezes até que brote do cérebro (ou do dicionário) a palavra adequada, talvez a única capaz de servir à construção literária planejada. Nem sempre se consegue. A não ser que o canteiro de letras tenha o talento daquele escultor de estátuas eqüestres que explicava com simplicidade como conseguia tal perfeição: – Eu tiro da pedra tudo o que não seja cavalo.



quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Sangue Latino

Música de Ney Matogrosso. Da época dos Secos e Molhados. Data de 1973. É. Antiga. Gosto. Há algum tempo venho escutando. E hoje acordei com uma vontade absurda de passar o dia inteiro com ela na 'playlist'.

Jurei mentiras
E sigo sozinho
Assumo os pecados...

Os ventos do norte
Não movem moinhos
E o que me resta
É só um gemido...

Minha vida, meus mortos
Meus caminhos tortos
Meu Sangue Latino...
Minh'alma cativa...

Rompi tratados
Traí os ritos
Quebrei a lança
Lancei no espaço
Um grito, um desabafo...

E o que me importa
É não estar vencido
Minha vida, meus mortos
Meus caminhos tortos
Meu Sangue Latino
Minh'alma cativa...

video