quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pandora's Box



E navegando por ai, encontrei uma referência que pode ser do interesse de vocês! Como já postei aqui em outros momentos, uma das bandas que ouço até hoje é a OMD [claro que só as da formação original ] e, para minha surpresa, garimpando uma das músicas que mais gosto, descobri este vídeo! Curiosa por natureza, fui pesquisar sobre o filme a que esse material faz referência e encontrei o blog Pandoras's Box! Pra quem quer ter uma breve noção dos principais momentos do cinema mundial, vale a leitura e a pesquisa!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Fazenda em que Monteiro Lobato viveu faz 140 anos

Celebração da data reacende polêmica sobre localização do Sítio do Picapau Amarelo, onde o escritor teria nascido
 
Ao completar 140 anos - conforme registro na porta de entrada -, a antiga Fazenda Buquira, hoje Sítio do Picapau Amarelo, localizada na Estrada do Livro, a oito quilômetros da cidade de Monteiro Lobato, no Vale do Paraíba, prepara uma surpresa para 40 crianças de escolas públicas locais. Serão elas que, na quarta-feira, apagarão as velas e cantarão Parabéns a Você para marcar simbolicamente o início da carreira de Monteiro Lobato como escritor de literatura infantil. 

Luciano Coca/AE

Luciano Coca/AE
Foi no casarão de 19 cômodos e 80 janelas, construído em 1870, que ele escreveu Urupês, o primeiro livro de uma série que o consagraria como escritor.
Mas a data serve também para levantar a antiga polêmica sobre a localização do verdadeiro Sítio do Picapau Amarelo, onde Lobato nasceu e viveu. Seria em Taubaté, na Chácara do Visconde, onde são recebidos milhares de turistas? Ou seria na fazenda, onde "atrás do casarão corre um rio de águas claras, onde peixinhos nadam de olhos arregalados", como descreveu o autor?
A verdade é que não há documentos que comprovem exatamente o local onde o escritor nasceu. "Procuramos comprovar a veracidade de fatos como nascimento ou entrada e saída dele da faculdade. Não tivemos acesso a isso. Nem nós nem ninguém", diz a professora aposentada Maria Lúcia Ribeiro Guimarães.
Filha de João Xavier Ribeiro, da família que comprou a fazenda de negociantes, após ser vendida por Monteiro Lobato, ela defende a tese de que o escritor nasceu ali, onde também estaria o verdadeiro Sítio. Sobre a dúvida de o nome do escritor ser José Bento ou José Renato, Maria Lúcia diz que "não há nada que prove que ele se chamava José Renato. Existe política por trás disso e pessoas enganando outras". Segundo ela, a cópia da declaração da filha mais velha de Lobato dizendo que o pai "contava" que era de Taubaté é o único vestígio dessa afirmação.
Leitora apaixonada das obras do autor, ela mantém e dirige há 18 anos o museu que funciona na fazenda, aberto em 1973. Lá, é possível comprar todos os títulos de Lobato. "Estamos comemorando também o nascimento do escritor. Foi nessa casa que ele escreveu Urupês e criou o Jeca Tatu. Foi aqui que começou a enviar crônicas para o jornal O Estado de S. Paulo", afirma.
Segundo consta, Lobato morou na fazenda de 1911 a 1918. Ele havia se formado em advocacia e voltou para Buquira, tornando-se fazendeiro após a morte do avô, de quem herdou a fazenda. "É quando ele resolve escrever para crianças", diz Maria Lúcia.
O casarão do Sítio foi reproduzido nos cenários da primeira versão para a televisão das histórias de Lobato, na década de 1950, pela TV Tupi. "Aqui nunca foi gravado nada. Vieram fazer maquetes, depois trouxeram artistas para fazer laboratório e nunca voltaram. Mas foi a versão que trabalhou melhor o escritor", afirma Maria Lúcia.          
Visitação. Sala em que Monteiro Lobato fazia suas reuniões. Foto: Luciano Coca/AE


Evidências. A diretora do museu aponta evidências que confirmariam sua tese, entre as quais o fato de que na época do nascimento de Lobato a fazenda pertencia a Taubaté. "Em 1948, ano da morte do escritor, o local se emancipa e, em homenagem a ele, recebe seu nome."
Outra possibilidade seria a mãe dele ter passado uma temporada na fazenda só para dar à luz. Quarto e cama onde ele teria nascido foram preservados. "Ele era neto bastardo do Visconde de Tremembé."
A professora menciona citações que Lobato fez em cartas a amigos em relação à fazenda, dizendo que a casa é tão grande que "poderemos passar um mês dentro dela, sem nos encontrar, pois a casa tem só 80 portas e janelas". "Não há nada disso sobre outros sítios: mangueiras e jabuticabeiras e riozinho com cachoeira atrás do casarão só aqui tem", diz a professora.

Contestação. O professor Carlos Roberto Rodrigues, pesquisador da vida e obra do escritor, contesta a versão de Maria Lúcia. "Não tenho dúvida de que Monteiro Lobato nasceu na Chácara do Visconde. Não há explicação para que a mãe dele fosse fazer o parto tão longe."
Rodrigues concorda que faltam documentos que provem onde Lobato nasceu, a não ser alguns da Cúria de Taubaté. O pai de Lobato, segundo o professor, era dono da Fazenda Paraíso, em Pindamonhangaba. "Lá também tinha riozinho e lá era o Reino das Águas Claras", rebate.
Segundo o pesquisador, Lobato passava férias em vários lugares do Vale do Paraíba, mas as descrições das cartas são referentes à chácara em Taubaté. "Se ele fala sempre em sítio, não poderia ser uma fazenda", destaca.

 Por: João Carlos de Faria - O Estado de S.Paulo
Fonte:  ESTADÃO
Acesso: 25/10/2010

domingo, 24 de outubro de 2010

Sensações



Eu me perdi, perdi você
Perdi a voz, o seu querer
Agora sou somente um,
Longe de nós, um ser comum

Agora eu sou um vento só a escuridão
Eu virei pó, fotografia, sou lembrança do passado
Agora sou a prova viva de que nada nessa vida
É pra sempre até que prove o contrário

Estar assim, sentir assim
Um turbilhão de sensações dentro de mim
Eu amanheço eu estremeço eu enlouqueço
Eu te cavalgo embaixo do cair
Da chuva eu reconheço

Que Estar assim, sentir assim
Um turbilhão de sensações dentro de mim
Eu me aqueço, eu endureço, eu me derreto,
Eu evaporo e caio em forma de chuva, eu reconheço
Eu me transformo

Paula Fernandes

domingo, 10 de outubro de 2010

Forever live and die...


Essa é do OMD  Não muito falada, mas não chega a ser uma daquelas bandas de 'um sucesso só', como diria um amigo meu. Resolvi postá-la aqui hoje porque - como faço algumas não raras vezes - estou repensando algumas coisas da vida pessoal.

Li algo dia desses que, mesmo sem referência à autoria, me fez pensar muito a respeito. Dizia algo como:
"Lembre-se: a vida é sempre uma incerteza. Somente o que é morto é certo, fixo, imutável. Tudo o que está vivo muda sempre e se movimenta, é fluido, flexível, capaz de se mover em qualquer direção."

Li isso e pensei que posso estar querendo 'morrer' pelo fato de querer buscar certezas demais, manter uma visão fria e racional sobre tudo e todos. É inútil. As pessoas mudam porque têm que mudar; as pessoas erram muito ou pouco, mas erram e não podemos mudá-las. Podemos mudar como nos comportamos em relação a elas. E essa mudança pode vir a ser exclusão total. Mas, às vezes,  inclui uma retomada, um perdão, uma reconciliação, um retorno a uma amizade especial.

Hoje acordei pensando sobre isso. Acordei inclinada a perdoar pessoas e, dentre elas, a mim também. Eu e eu mesma andamos brigadas há algum tempo!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Someday... someway

Uma das coisas que ainda vou me prestar a fazer é analisar alguns vídeo clipes das bandas de que mais gosto. Talvez eu tenha tempo para isso... daqui uns dois anos! Mas enfim: nos idos anos 90, fui viciada em MTV e, provavelmente por isso, a mistura de música com imagens é algo que me distrai.

Logo, sempre que alguma música me chama a atenção, a primeira coisa que faço é buscar, na letra, se discubro o provável nome; depois, corro para o 'oráculo' para descobrir a referência completa sobre ela. Com isso, estando numa correria maluca num desses dias, escutei uma das músicas que adoro e resolvi buscar no ‘youtube’.

Alguém aqui conhece “Michael Learns to Rock”? De nome nem eu sabia. Mas a música é boa. Para um início de quinta-feira, vale a pena ouvir:



Someday . . . someway. . . Together we would be Baby...
E a quinta-feira segue correndo comigo!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Desencanto


A semana começa arrastada. Com a sensação de que falta alguma coisa. E falta mesmo.
Engraçado, mas parece que certas realizações são incompatíveis. Não fui nada um bom tempo; mas me sentia dona do mundo. Hoje tenho o mundo nas mãos, mas nunca me senti tão vazia.

É. Algumas vezes a gente se desencanta. Desencantei com algumas coisas da vida.

sábado, 2 de outubro de 2010

Cão raivoso a passeio...

De tempos idos e arquivos relidos... 

Recebi este texto há muito tempo. Mais de cinco anos.  A autoria é de Eduardo Alves da Costa - segundo a fonte de envio.  Engraçado... apesar do tempo me parece muito atual.

Eduardo, louco em férias, poeta disfarçado em burocrata, levanta-se todos os dias com péssimo humor, para ser devorado pelo relógio de ponto.

Obediente, amável, prestativo, conhece a fisionomia dos carimbos, sabe de cor o roteiro dos papéis e sente uma vontade secreta de atear fogo aos arquivos.

Adora olhar pela janela. Está sempre olhando pela janela, muito embora nada aconteça.

Acredita nos homens, entregaria sua vida por eles, porque é um tolo, um humanista impenitente, um amante das grandes causas, um aprendiz de santo, um sofredor pela miséria alheia, uma vítima do melodramático, um desprotegido contra a chantagem emocional, com uma farpa da cruz atravessada no coração.

Espera ansioso o momento de lutar pelo proletariado mas não compreende como se resolverá o problema de acomodar milhões de traseiros num único trono. E se prepara, desde logo, para enfrentar os burocratas, os donos do poder e o pelotão de fuzilamento.

Odeia os delegados, representantes, procuradores, emissários, substitutos, intermediários, signatários e mensageiros.

Aguardo o suicídio de todos os tiranetes, o exílio dos Napoleões do brejo e dos almirantes sem navio, que não fazem outra coisa senão passar os subordinados em revista e acabam a carreira como soldadinhos de pau, esquecidos num sótão.

Faz amor com irregularidade, porque não obedece a nenhuma tabela nem tem a mulher ao alcance da mão. Prefere amonogomia, não por moral mas porque já lhe é difícil encontrar uma fêmea com sexo e miolos no lugar.

Desconhece o que é café matinal em família, não tem filhos para levar ao colégio, embora ame as crianças e sinta grande inveja dos que nasceram com suficiente mediocridade para as ter sem saberem por quê.

Caminha pela noite, sozinho à caça de fantasmas, recebe propostas para ser gigolô e sempre se arrepende por não as aceitar.

Parece crescer ao contrário, da velhice para a adolescência. E enquanto aguarda o momento de nascer, leva seu cão raivoso a passear.