domingo, 12 de dezembro de 2010

Do tempo...

Acho que escrever liberta. Pelo menos sempre gostei disso. O que não significa que o faça com grande destreza. O dia de hoje, repleto de memórias e alegrias por estar com as pessoas que mais prezo e amo no mundo, me fez pensar que muito perdemos por não verbalizar! E isso às vezes nos custa tão pouco... na maioria delas, só tempo!

Aliás, clichê ou não, o tempo é mesmo o melhor remédio. E por falar nele, encontrei nos meus 'rabiscos digitais' um texto pequeno, que foi produzido depois de assistir a um filme que considerei belíssimo: Mar adentro.

Não. Não procurem por estilo ou uma grande coisa. O que escrevo é simples. E creio que sempre será

***


E de repente mergulhamos num vazio. E é como se não houvesse mais nada além dos pensamentos. Concha no ouvido; barulho do mar. fechar os olhos para enxergar melhor o que se sente.


E de repente o vento leva tudo embora. Ainda que nem tudo se vá, ele segue. E os olhos seguem fechados, procurando ver o que já não sentem.

E de repente os olhos secos. Não há mais lágrimas; nem emoção exacerbada. Acabou o barulho, o turbilhão, a dor. E o mar segue. Nem tranquilo e sereno; nem agitado e assustador.


Olhos abertos, já não sentem da mesma forma. E já não olham para trás.

Um comentário:

Lucas Esteves disse...

Não gosto de palavras que eu não entendo, eu gosto é de textos simples e bonitos assim, pra mim, isso são grandes coisas...

Estou te seguindo também, um abraço...

PS: Filmes também me inspiram :-)