quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Intelectualização excludente?

E ontem encerrou-se mais uma edição da Feira do Livro de Porto Alegre. 
Visitei o evento na primeira semana; passei por algumas bancas, visitei o MARGS e o Memorial. Confesso que pela primeira vez não dei muita atenção ao livros - não que tenha deixado de gostar deles - mas havia uma motivação mais especial: a parceria que me acompanhava. 
Demos atenção especial às bancas dos livros internacionais, tomamos um delicioso café e ainda aproveitamos para 'apreciar' as obras da Bienal. Depois que comecei a ler mais a respeito de Inclusão, fiquei pensativa quanto às obras presentes na Bienal. 
Se eu pensar em artes visuais, as exposições presentes no Memorial são inúteis para o público cego se não houver algum recurso de audio a elas atrelado. 
Em outros casos, havendo somente recursos de áudio, como poderia um surdo tecer alguma opinião a respeito do que estava vendo - lembrando que nem todos os vídeos contavam com legendas e intérpretes de Libras por lá eu não vi. 
Fiquei pensando até que ponto a intelectualidade não se torna excludente. 

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Chegou ao fim mais uma Feira do Livro de Poro Alegre. O tradicional cortejo e as lágrimas da patrona Jane Tutikian marcaram o encerramento da 57ª edição do evento, que teve início em 28 de outubro e terminou às 21h desta terça-feira.

Às 20h30, dois gaiteiros, um violonista e o xerife Júlio La Porta deram início ao cortejo, que partiu do Cais do Porto, passou pela avenida Siqueira Campos e chegou à Praça da Alfândega, entregando 1,5 mil rosas às mulheres presentes na praça.

Após os 19 dias em que esteve constantemente na feira, a patrona Jane Tutikian emocionou-se durante a entrega das flores.

A Feira de 2011 também fica marcada pela Praça da Alfândega restaurada - e pelo consequente aumento nas vendas, que na sexta-feira passada já superavam em 3% os números de 2010, segundo dados da Câmara Rio-Grandense do Livro.

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