sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Ser ou não ser...hiperbólico...

Sofro. Sofro de um mal agudo, irremediável, incorrigível: não sou um ser hiperbólico.

 Tanta gente é tanto, faz coisas tão grandiosas, tem tanta gratidão e amor e alegrias e afins que sou obrigada a começar a procurar os restos da nave espacial que me largou por aqui...

Não se pode mais se contentar com uma resposta: é preciso ter uma tese sobre o assunto. Não basta conhecer, tem que ser especialista na coisa - seja lá que coisa for. E pior: nem precisa ser especialista de verdade... A coisa anda tão feia que ando com medo de perguntar as horas a um estranho...

Ninguém quer ser comum, humano, gente, sabe? Não. Isso não vende. Tem que ser A melhor pessoa, O melhor perfil, ter a última/única palavra.

Aliás... gente pra dizer como tem que ser a nossa vida tem aos montes... agora pra VIVER de verdade, tá difícil.

Fonte: http://claragavilan.com.br/blog/71-o-hiperbolico

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Acabou a paciência


Deu. Acabou. Enchi o saco.

Cansei de tanta gente inteligente e interessante (#sqn) no Facebook. Cansei de sempre ter alguém para criticar quem é vegetariano, carnívoro, político, cotista, gay, hetero, preto, branco, de cabelo liso, de cabelo crespo, que usa batom vermelho, que não usa batom nenhum, que é casado, solteiro, amante; que é católico,  protestante, judeu,  ateu; que é gordo, que é magro... e por ai vai.

Cansei de fotos mal feitas com texto de autoria contestável;  cansei de notícias velhas/novas fora de contextos e duvidosas, vendidas como verdade absoluta a uma geração que consome propaganda como informação.

Cansei de ver gente se cutucando e dando indiretas por postagens e mensagens; cansei de me sentir culpada por não me preocupar com a paz mundial - como toda Miss Universo se preocupa.

Cansei de ver/ouvir sobre as melhores maneiras de manter a casa organizada, o trabalho em ordem, o corpo sarado e a mente sã. Cansei de ser bombardeada com postagens que me mostram como é fundamental uma mulher moderna viver para o trabalho, para a família, para Deus, para a beleza, para o/a parceiro/a, para as outras mulheres, menos para ela mesma.

Cansei de me constranger ao conhecer o lado mais obscuro de pessoas que cara a cara são carneirinhos que amam o próximo, mas no mundo virtual disseminam preconceito, ódio, falta de respeito e ignorância.

Cansei de ser estatística.
Cansei.

E eu não vou conseguir mudar esse povo. Nunca. Então mudo eu.





quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Only if


[...]
If you really want to, you can hear me say
Only if you want to will you find a way.
If you really want to you can seize the day.
Only if you want to will you fly away.
[...]

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Leituras possíveis: mais um caminho para escrever

Há algumas semanas tomei coragem de me inscrever para ser uma das autoras do Canal Obvious. Para quem não conhece, trata-se de um espaço aberto para a divulgação de múltiplos olhares sobre temas culturais. Seu foco está nos países de língua portuguesa e esse é um dos argumentos me mais me motivou: escrever para gente da gente!

Voltei às raízes e escrevi sobre um autor que adoro: Josué Guimarães (e não poderia ser diferente, já que conheci sua obra ainda no tempo da faculdade e me encantei com praticamente tudo de seu universo). Os editores gostaram, aprovaram minha participação e hoje, exatamente hoje, meu humilde texto está na capa do canal!



Tenho agora um blog dentro da Obvious, o Leitura Possível, e nele serão publicados textos cujas temáticas tenham relação direta com as da revista! O pergaminho segue, é claro, porque nele publico coisas mais temporalmente demarcadas e  demasiadamente pessoais! Isso significa que se você gosta de ler o que escrevo, terá mais um espaço a visitar!

Se ficou curioso para ler meu primeiro artigo, acesse:
http://obviousmag.org/leitura_possivel/2015/depois-do-ultimo-trem-o-realismo-fantastico-e-a-metafora-da-negacao-a-morte.html

E vamos lá!

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Surpresas acontecem...

Notícias que mudam a vida... vamos andando... :)

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Os sapos

Meu pai sempre me dizia que para vivermos precisamos engolir alguns sapos...  E eu sempre odiei isso: tanto a expressão quanto o fato. Sempre imaginava o bicho liso tentando se safar de minha garganta enojada... Aquelas patinhas pegajosas tocando tudo o que encontrassem pela frente... Sumindo VIVAS para dentro de mim.
Fonte: https://visaoestreita.wordpress.com/tag/engolir-sapo/ 

Ainda me lembro da primeira vez que ele me disse isso. Eu devia ter uns 12 anos e, chegando a época de férias escolares, chegava o tempo de passar mais uma temporada na casa de praia de uma tia que era o legítimo pé no saco. Eu gostava da praia; não gostava das regras - nunca gostei de regras - mas para estar na praia, precisava estar com ela. Logo ela era o sapo da vez.

Hoje vejo que esse era um sapinho pequeno... O que meu pai não teve tempo de me contar, mas que tenho descoberto a cada dia, é  que esses sapos crescem... E alguns são até venenosos.  Por sorte conclui que era preciso colocar um adendo na afirmação de meu pai: para sobrevivermos, precisamos engolir ALGUNS sapos… outros precisamos aprender a cuspir.

sábado, 3 de outubro de 2015

Ao infinito e além!




Revirar páginas e baús é sempre uma tarefa complicada, mas necessária. Graças a isso percebemos o quanto evoluímos (ou paramos) por determinados períodos. Ter um espaço para marcar esses momentos sempre foi importante para mim, tanto que tenho ainda o vício de anotar ideias, músicas, sentimentos. Nem tudo digital... ainda há coisas em papel...

Nem todas as memórias são boas; nem todas são passíveis de divulgação - ou porque fazem parte de um contexto muito particular ou porque podem não ser compreendidos mesmo.  Há coisas que, mesmo que eu quisesse expressar, não dariam conta do que realmente sinto, como a falta de meu pai, por exemplo. Até tentei. Mas não ficou uma coisa lá muito interessante. Não fluiu. Bom... dor interessante existe? Sei lá. Acho que não.

Mas os baús não guardam só tristezas, saudade e desilusões. Podem guardar boas ideias, boas lembranças, boas MUDANÇAS. E é isso. Resultado dessa minha 'última visita' ao meu baú é o fato de que estou voltando a conseguir escrever. Mais eu do que outros.
Foram longos períodos de ausência. Mas agora passou. Estou aqui, Sempre estive e, penso, sempre estarei.

E eu sei o motivo disso: a motivação para me dedicar a temas de que gosto muito e o principal: a parceria de trabalho, estudo e amizade que encontrei dentre as infinitas possibilidades que rondam meu dia a dia! :-p  E por isso eu não poderia deixar de registrar um pouco dos últimos dias (semanas? meses?) de ideias e planejamentos. É muito bom ter como parceria no trabalho (e fora dele) uma pessoa que inspira, motiva, ensina ( e até explode às vezes, porque ninguém é de ferro mesmo). Dizem que fomos clonadas... e às vezes nós mesmas ficamos em dúvida!

Ao infinito e além, @cacosme! E obrigada por fazer parte dos desafios do dia a dia! :)


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Só ele mesmo!

E ai você acorda pensando na vida e eis que alguém já resumiu tudo em uma frase:

O problema nunca é o que acontece, mas a forma como acontece dentro de cada pessoa. Carpinejar.
 Valeu, Carpinejar!
Fonte: https://www.facebook.com/carpinejar?fref=photo 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Memórias da casa velha


Já não sei bem quanto tempo faz, mas há anos deixei uma terra que, até hoje, parece guardar um pedaço meu. Também pudera... Nela deixei meus primeiro passos, meus primeiros risos, meus primeiros romances - literários e platônicos... Minhas primeiras perdas.

Como se bastasse abrir uma cortina, vejo meu avô na oficina, tratando a madeira para o piso da 'casa nova' (aquela que nos faria dar as costas a um lar aconchegante, embora grande demais). Lembro de suas histórias e de suas ferramentas... Olho para o lado e vejo minha avó, cuidando da casa e dessa neta inquieta. Lembro dos almoços de domingo, das tardes de verão. Era tudo tão vivo, era tudo tão bom.

Cada lugar que habitamos guarda um pedaço de nós. E até hoje guardo o cheiro do orvalho da manhã de sol no inverno; os temporais de fevereiro... A lagoa e suas flores coloridas... O galpão e seus mistérios mil para uma criança curiosa, o campo e a paz da liberdade de por ele andar e a tentar entender a vida...

 Ah, a  casa...  Aquela casa... Lembro de todos os cômodos, de todas as janelas e de todas as horas em que, nelas, debulhei muitos livros. Como é dolorido saber que dessa minha amada casa restam apenas escombros e memórias. Que nela já não posso entrar e tentar buscar o pouco de mim que por lá ficou. Para sempre.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Das coisas do tempo...


A-ha... Quem diria... E o coração bate forte de novo!

Que os caras fazem sucesso por aqui todos sabemos. Sucesso que os surpreende, inclusive. Pelo que sei, começaram nos anos 80 (e azar de quem não gosta dessa década. Eu AMO), mas eu só ouvi algo deles  lá por 1990. Também pudera... Com menos de 10 anos, como fazer boas escolhas?  :)

O fato é que enlouqueci pelos caras depois que escutei o álbum "A-ha - Best in Brazil" pela primeira vez. Aqui cabe lembrar que CD era luxo; demorava pra ter coisa nova na terrinha, então, se o álbum era de 1988 e eu escutava entre 1990/92, eu era muuuuuito moderninha.

Depois a paixão amornou por um período (na verdade comecei a consumir muitas outras coisas mais dos anos 80, 70 - e até 60), culminando na descoberta de outros amores musicais. Mas como primeiro amor é sempre inesquecível (falo aquele amor de verdade, que só de pensar arrepia. Não me venham com nada menos do que isso), impossível não amar novamente aqueles caras ontem à noite.

A-ha - 2015 - Brasil - RJ


Só mesmo eles para conseguirem acordar em mim turbilhões de memórias (antigas e recentes). E só por eles me arrependi de não ter dado a mínima para o Rock in Rio desse ano. Tem evento em 2017 de novo. Se eles vierem, lá estarei!

Um pouco mais sobre:  http://netlivebrasilia.com.br/a-ha/

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Seja bem-vinda, Primavera!


Manacá de Jardim ou Manacá de Cheiro

Ela chegou, finalmente. E trouxe a esperança de uma melhora considerável no clima, nos dias; nas coisas da vida. A imagem que escolhi para esse registro é de um arbusto que amo desde minha infância, lembrança do meu trajeto da escola para casa nos agradáveis dias da primavera ao verão. O perfume dessas flores é maravilhoso e, com a saudade que tenho daquele tempo, inesquecível. Hoje, sei o nome (me disseram uma vez na vida). Mas por muito tempo ela foi simplesmente minha adorada árvore cheirosa da primavera. ;-p


domingo, 20 de setembro de 2015

Por que precisamos morrer de amor?

Porque é preciso ter motivos para sorrir feito bobos enquanto o mundo pega fogo; porque é preciso o mistério para aguçar a mente; porque é preciso ler e ser lido em apenas um olhar; porque é preciso tremer da cabeça aos pés apenas com a lembrança de um primeiro beijo... porque é preciso estar disposto a arriscar tudo e aproveitar todas as oportunidades de conhecermos melhor a pessoa que rouba um pouco mais de nosso ar a cada dia; porque há coisas que nunca irão se apagar e que voltam, vez ou outra, a fazer pulsar um coração. Porque sim.


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Seis meses

Hoje acordei pensando nessa música...





Há seis meses me despedi da minha segunda maior referência na vida: meu pai. Não foi fácil. Nunca é fácil. A cada dia percebo traços dele em mim. Talvez por isso tivéssemos tantos atritos quando moramos no mesmo espaço... nosso temperamento era idêntico. A diferença é que ele era muito melhor do que eu.



terça-feira, 1 de setembro de 2015

Metade

Começou setembro! Mais alguém aqui já estava de saco cheio do mês de agosto? Vi esses dias uma postagem que dizia algo como haver três meses dentro de agosto. Concordo! Mas ACABOU!
Para alinhar o começo do mês mais florido e gostoso do ano (porque nele começa a melhor estação de todas, que é a Primavera) a bons sentimentos e reflexões, trago uma letra que me emociona bastante... desde a primeira vez que a li, lá por 2010.


Metade
Oswaldo Montenegro
Composição: Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Nem Lya e nem Martha: Carolina

Sempre me disseram que eu deveria escrever... escrever o quê? Para quem? Já tive vontade, mas não tenho a sanha dos jornalistas e nem o alinhavo dos grandes escritores. Escrever sobre tudo pode ser, de fato, muito mau. Mesmo assim nunca consegui abandonar o hábito.

Isso começou cedo... ainda nos diários escritos à mão. Sempre tive pilhas deles. Hoje, mofados. Provavelmente. Guardados num sótão qualquer da casa de meus pais. Há algum tempo troquei as linhas de papel pelas de bits e bytes.

O certo é  que escrever liberta... é nas linhas que conseguimos viver o que as idéias dos outros não nos permitem. É nas linhas que a vida ganha a cor que queremos; o tempo que desejamos. É nas linhas que o coração (quase) nunca se parte. Porque se partir, é também nelas que ele tenta se reconfortar.

Pensando bem... escrever é uma aventura: não podemos garantir que quem lê entende o que está ali; ao mesmo tempo, é possível que várias interpretações surjam, formadas a partir daquilo que já se viveu ou se sonha viver.

E é por isso que não prometo escritas regulares; bom humor constante e nem coisas sempre minhas... Afinal... este espaço é meu e aquilo que tem um ‘q’ de meu tem um ‘q’ de imperfeito. Compartilho, então, minha imperfeição com vocês. Façam bom uso, seja lá o que ‘bom’ – a essa altura da vida – possa representar!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Jour 1





"[...] C'est le jour 1, celui qu'on retient
Celui qui s'efface quand tu me remplaces
Quand tu me retiens
C'est celui qui revient
C'est le jour 1, celui qu'on retient
Celui qui s'efface quand tu me remplaces
Quand tu me retiens
C'est celui qui revient [...]"

Porque sim! ;)

sábado, 22 de agosto de 2015

O monstro

Precisamos,  às vezes,  acordar o monstro que vive dentro de nós. Só assim mostramos a ele que seguimos firmes no comando.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Mas e a vida?

A vida é aquilo que acontece enquanto olhamos distraídos e displicentes pela janela. Sorrimos com uma lembrança boa, que nos mostra que nada é mero acaso.
A vida é aquele tapa na cara... que vai doer sempre mais em quem agrediu do que em quem ofereceu  o outro lado da face.
A vida é aquele baú guardado num canto e que, vez ou outra, precisamos abrir para lembrar o porquê de aquilo estar lá ainda.
A vida é aquilo que vai acontecendo enquanto tentamos nos acostumar a ter menos certezas e adotarmos mais o "agora eu sei"; "agora entendo".
A vida é aquilo que não controlamos na hora-relógio e, menos ainda, no relógio de ponto.
A vida é, como diz a música,  uma sequência de encontros e despedidas. 

Despedidas.

Sempre achei que não houvesse nada pior do que elas... Há.  O não poder despedir-se quando, ao olharmos distraídos pela janela, alguém nosso se desliga no relógio de ponto da vida.

Saudades,  Vô. Das histórias, das músicas altas no fone de ouvido, das engenhocas criadas,  das tapiocas, com 'leite de coco de verdade'; das palavras certas - às vezes nas horas erradas; das danças pouco equilibradas; do amor incondicional por nós e por Querida.

Seriam 83 no último dia 19.

Parabéns.  E obrigada.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Coisas que não saem da cabeça da gente...


...Músicas que colam mais do que Jingle de verão...

Cai a tarde sobre os ombros da montanha onde me largo
O dia não foi, a noite o que será
Meus cabelos pela grama e eu sem nem querer saber
por onde começo e onde vou parar

Na imensidão do amanhã
meu amor se mudou pra Lua
Eu quis te ter como sou
mas nem por isso ser sua

Vou adiante como posso, liberdade é do que gosto
O dia nasceu, azul é sua forma
Já não quero mais ser posse, fosse simples como fosse
Um dia partir sem ganchos nem correntes

Façamos um brinde, façamos um brinde
à noite que já vai chegar
Façamos um brinde, façamos um brinde
ao vento que veio dançar

Kid Abelha - Meu amor se mudou pra Lua


À noite sonhei contigo
E não tava dormindo
Justo ao contrario
Estava bem desperto

Sonhei que não fazia
O menor esforço
Para que te entregasses
Em ti já estava imerso

Que lindo que é sonhar
Sonhar não custa nada
Sonhar e nada mais
De olhos bem abertos
Que lindo que é sonhar
E não te custa nada mais que tempo

Sofrer com tanta angústia
Por coisas tão pequenas
Gastar essa energia
Assim não vale à pena

Quem dera me livrar
Pra sempre de mim mesmo
E só me reencontrar
Lá no teu doce abismo

Kid Abelha - À noite sonhei contigo

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Em tese...



Me desculpem os críticos e entendidos em todas as formas de representação televisiva... Talvez eu ainda deva ler muito para entender certos pontos de vista, mas...

Dia desses li por ai uma critica a novelas. Por elas incentivarem abusos: roubos, violência, traições. Depois, li outra sobre as comédias românticas. Dizendo que elas banalizavam a mulher com o estereótipo a ou b. Se é assim, condenemos o cinema, os documentários, as peças de teatro, os filmes... As obras literárias. Afinal, falar sobre um tema é defendê-lo... segundo alguns. 

O Nome da Rosa parece fazer mais sentido do que nunca ultimamente... Talvez a comédia deva mesmo ter sido devorada por um abade cego e louco... Talvez a Tragédia seja o que nos resta. Nosso mundo de rótulos opiniões amalucadas.

Novela é ruim não porque é novela; não porque há malfeitores e criminosos; não porque tem um público a, b ou c que assiste... Mas porque hoje ela é mal feita. Como tudo o que se desenvolve em desequilíbrio, temos o auge da tecnologia " Full HD" e o NADA na criação de roteiros. Não e à toa que as melhores são as das antigas e se basearam em alguma obra literária - sim, faz tempo que a coisa anda ruim. E talvez por isso os seriados e os canais alternativos - principalmente os online - venham ganhando cada vez mais adeptos.

Penso que a crise não seja apenas no folhetim... na verdade começou a aparecer lá o que já estamos vendo em outros formatos de programa: falta criatividade, de conteúdo, de aprofundamento, de poesia... de conexão com as pessoas. A TV quer andar no séc. XXI dando ares de século retrasado: "Merchan" e americam way of life. Não cola mais.

Tenho medo de que a nossa geração esteja entrando numa onda de não fantasia, não crença, não desopilação, não sonho... Só vale o real e o real tem que ser politicamente correto, perfeito... Ou ainda pior... as pessoas não estão mais conseguindo ler nem o que é imagem... não compreendem ironia, sarcasmo... não entendem o que é ser personagem... o que é ficção... Que triste, minha gente.

É. Tenho que ler mais teorias... Ou será que as teorias deverão começar a ler mais o mundo?

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Feliz dia dos namorados!




"Que culpa a gente tem de ser feliz?
Que culpa a gente tem, meu bem?
O mundo bem diante do nariz 
Feliz aqui e não além... [...]" 
Skank - Tão Seu. 


segunda-feira, 30 de março de 2015

Nada tanto assim...


Segundo a Wikipedia, hoje Vincent van Gogh completaria 162 anos. Toma, Van Gogh! Eu só tenho 34! E por falar nessa data 'querida'...



Só tenho tempo pras manchetes no metrô
E o que acontece na novela
Alguém me conta no corredor

Escolho os filmes que eu não vejo no elevador
Pelas estrelas que eu encontro
Na crítica do leitor

Eu tenho pressa
E tanta coisa me interessa
Mas nada tanto assim

Eu tenho pressa
E tanta coisa me interessa
Mas nada tanto assim

Só me concentro em apostilas
Coisa tão normal
Leio os roteiros de viagem
Enquanto rola o comercial

Conheço quase o mundo inteiro
por cartão postal
Eu sei de quase tudo um pouco
e quase tudo mal

Eu tenho pressa
E tanta coisa me interessa
Mas nada tanto assim

Eu tenho pressa
E tanta coisa me interessa
Mas nada tanto assim...
Eu tenho pressa
E tanta coisa me interessa
Mas nada tanto assim...

Link: http://www.vagalume.com.br/kid-abelha/nada-tanto-assim.html#ixzz3VrtB1ee6

quarta-feira, 25 de março de 2015

Livros 2015 - O livro dos sonhos


Livro - L&PM Pocket - O Livro dos Sonhos - Jack Kerouac

Jack Kerouack – e me pergunto por que comecei pelo livro mais difícil dele!


E dando sequencia às leituras deste ano (escrevi sobre isso aqui), chegou a hora de falar do livro mais difícil da minha lista de ‘lidos’ até então: O livro dos sonhos. Para o autor – ninguém menos do que o sujeito com a alcunha de ‘pai da geração beat’ – foi um trabalho facílimo de fazer. Pode ser... Afinal o autor e sua obra se dão melhor do que qualquer intermediário! Mas para um leitor desavisado... 

O autor

A L&PM, editora do volume que li, tem uma referência bem interessante sobre Jack K, bem pontual e que já nos dá uma boa ideia do perfil do autor! Vale a pena conferir: Jack Kerouac – Vida e Obra. Mais informações sobre ele você pode encontrar aqui (em inglês).

A história
Trata-se, na verdade, de um compilado de histórias, resultantes dos registros dos sonhos do autor. Isso ele mesmo explica quando descreve um pouco do seu processo criativo:

 “[...] quando acordava, depois de horas de sono, ficava simplesmente deitado, ‘vendo’ os quadros que se desfaziam aos poucos, como fins de cena de um filme, para se refugiarem nos recessos do meu subconsciente. (...) Assim, logo levantava da cama, com os ossos moídos e os olhos inchados, para rabiscá-los rapidamente à lápis na agenda, até esgotar todos os detalhes possíveis – escrevendo sem parar, de modo que o subconsciente pudesse manifestar a sua própria linguagem, isto é, de forma ininterrupta, fluente e agitada”. Jack Kerouac  - L&PM POKET

Veja agora o resultado desse processo:



 Frutos de um narrador onisciente (e onipresente), as histórias não se apresentam em capítulos ou ordem cronológica. São pequenas narrativas que, em alguns momentos se relacionam e, em outros, são completamente desconexas. Sabe-se que é um novo ‘sonho’ pela demarcação da primeira linha em letras maiúsculas.
Esse compilado de sonhos – sejam eles oriundos de sono ou de abuso de álcool e benzina – reapresenta personagens de outras obras, como On theRoad e Os subterrâneos e Os vagabundos iluminados. Amigos reais também são citados em meio à turbulenta criatividade do autor. Mas não se chega desavisado a isso: na introdução, Jack se dirige ao leitor em primeira pessoa, apresentando como todas as páginas foram concebidas e indicando quem são os personagens da obra.

Introdução, com indicação de leitura das personagens.


Curiosidades:

O estilo de escrita - Fluxo de consciência (sobre o que se entende por Fluxo de consciência na Literatura)
A geração beat - O que foi isso (explicação sucinta e descolada da Revista Mundo Estranho)

segunda-feira, 2 de março de 2015

Livros 2015 - A viagem de cem passos



E eis o segundo livro do desafio! O primeiro do Jornalista / Editor / Correspondente Internacional e... escritor (nas horas vagas #maldade) Richard C. Morais.



Morais, Richard C. A viagem de cem passos. Rio de Janeiro: Record, 2014.

Quando lemos algo que nos contagia é muito fácil falar a respeito... Mas e quando não? Pois é. Esse livro foi uma indicação de leitura.  E confesso que fiquei feliz quando terminei de ler  percebi, ao  desabafar sobre o que tinha achado dele, que a pessoa que me indicou concordava comigo na maioria dos aspectos. Ufa!

 O que salvou a obra para ela (e para mim) foi a construção de um imaginário universo da gastronomia. Ponto. É o que interessa no livro. Sobretudo quando se conhece pouco (ou nada) sobre o tema... Então, nesse quesito, o livro é bom: toda a gama de complexas criações, dramas, sacrifícios, trabalhos, premiações que - supostamente - fazem parte do mundo de quem vive de encantar paladares e criar sensações através de cores, sabores, aromas e harmonizações. Não. Não há receitas completas no livro (nem isso), mas o autor utiliza processos comuns da cozinha como metáforas - muito pobres, na minha opinião - para a vida.

 Apesar de todo apelo gastronômico, achei o livro insosso. Há um excesso de falso drama do início ao fim que só me fez lembrar uma mescla  do pior de "Quem quer ser Milionário" com "Comer, Rezar e Amar" e Ratatoulie.

O autor

Richard C. Morais foi, por muito tempo, Editor Sênior e correspondente internacional da Forbes, mas resolveu fazer algo que trouxesse mais comoção para sua vida e, consequentemente, à vida de outros. Sobre isso ele mesmo se explica:

"The 21st century started with a frightening bang and the more journalistic “analysis” I read or saw or heard, about the nature of our collective problems, the more befuddled I became. The changing nature of the media and its economic pressures were programming ever more superficial journalism. But sometimes, when reading a novel or watching a film, I found myself deeply moved, for these fictional works had cut clearly to the core of a matter and reached me in ways the talking heads on the tube never had."

Texto completo do autor  (em inglês) aqui

A história

Dividido em quatro momentos principais (Mumbai, Londres, Lumière e Paris), o autor apresenta a vida de Hassan Haji, um indiano que vê sua família se formar e de extinguir em torno do universo dos restaurantes. Como quem vê em flashs uma sequencia de imagens, o narrador protagonista apresenta cada um dos personagens e sua importância para a formação do seu amor pela culinária. Isso porque ele está - quase o tempo todo - falando em pratos típicos daqui e dali -  chegando a ser cansativo, dando vontade de pular meia dúzia de páginas só para termos alguma emoção.

Segundo o próprio Hassan, sua primeira memória é de - quando criança - estar no berço e sentir o cheiro da comida preparada na cozinha do restaurante paupérrimo com que seus pais começam a ganhar a vida. Não. O texto não convence no apelo dramático. Os personagens não tem um perfil bem traçado. Os momentos que deveriam ser os mais emocionantes são inconclusivos e, às vezes, temos a impressão de que o Richard não sabia mais o que fazer para terminar o livro. A personagem secundária - que a meu ver seria a estrela da história - Madame Mallory -  ganha vários capítulos e, depois de travar um embate gigantesco com o pai de Hassan, passa por uma 'conversão' tão fraca e tão curta que, céus, temos vontade de largar a obra e dar uma olhadinha nos classificados.

Curiosidades

Richard já está com seu segundo livro à venda por ai: Buddhaland Brooklyn.Clique no link e descubra um pouco mais sobre essa publicação.

O filme foi adaptado para o cinema e lançado em agosto 2014, concorrendo ao Globo de ouro deste ano, na categoria Melhor atriz - graças à  Helen Mirren - mas não levou.

Cartaz do filme:


Trailer da adaptação para cinema: 

Para saber mais:

Sobre o livro:  The 100 foot journey 

Sobre o filme:  The Hundred Foot Journey 


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Livros 2015 - Poirot perde uma cliente

CHRISTIE, Agatha. Poirot perde uma cliente. Porto Alegre, RS: L&PM, 2011
O primeiro #livros2015 é de Agatha  Christie. Foi a primeira obra que li desta autora e gostei bastante. Não posso dizer que me surpreendi, porque tramas semelhantes eu havia lido na série de livros de Sherlok Holmes (Sir Arthur Conan Doyle) que devorei ano passado, mas isso não significa que não seja uma leitura tão eletrizante quanto! Se você gosta de romances policiais muito bem escritos, esse é um deles!

Abaixo, apresento um pouco sobre a autora, um breve resumo da obra e algumas curiosidades que identifiquei. :)

Autora:

Agatha  Christie foi  uma escritora britânica que atuou redigindo romances, contos e poesias.  Nasceu no final do século XIX  e viveu boa parte do século XX. (1890 / 1976).  É um dos nomes mais conhecidos na literatura Inglesa, tendo vários de seus livros adaptados para teatro, televisão e cinema. Sua escrita tem forte influência das obras de Arthur Conan Doyle e Edgar Allan Poe. Nesta obra em especial  a autora aborda o espiritismo e explora algumas questões desta doutrina no desenrolar da trama.

Para saber mais sobre Agatha Christie:

Wiki: http://pt.wikipedia.org/wiki/Agatha_Christie
Site official (em inglês) http://www.agathachristie.com/ 

A história

Hércule Poirot, o famoso detetive belga, recebe uma carta datada de dois meses antes. Intrigado, vai à cidade da remetente investigar e descobre que a remetente está morta. Houve ou não um assassinato? Por que razão a carta só foi enviada depois de tanto tempo?

A personagem central da história é a srta. Emily Arundell, remanescente dos Arundell de Littlegreen House, em Market Basing, cidade fictícia localizada perto de Londres. “Autoritária, autocrítica, mas bastante calorosa”, a rica senhora é solteira e, passando dos setenta anos, começa a pensar, após um incidente no feriado de Páscoa, no futuro de sua herança em relação aos familiares que, de forma interesseira, começam a procurá-la com frequência, a fim de conseguir dinheiro.

A personalidade forte de Emily se reflete na maneira com que ela lida com os sobrinhos, criados e as damas de companhia. Dessas últimas, é apenas pela srta. Lawson que ela parece nutrir alguma afeição. Apesar da personalidade difícil, tem alguns amigos de longa data: o dr. Grainer, médico que a acompanha há muitos anos; a srta Peabody, amiga que conhece desde a juventude, sabendo, inclusive, detalhes sobre a genealogia dos Arundell; e seu advogado, sr. Purvis, responsável pelo testamento que, alterado dias antes do falecimento de Emily, gerou “ espanto, excitação, profunda reprovação, fúria, desespero, raiva e fofoca generalizada” (p. 9). Esse contexto de dúvida e de indignação aguça a curiosidade do detetive e ele fará o que for preciso para confirmar sua teoria sobre todo o ocorrido.

Curiosidades


O livro foi lançado em 1937 e apresenta em parte da obra a temática do espiritismo, ainda que sob uma ótica simples, baseando-se em manifestações físicas como as das batidas nas mesas. Essas referências podem estar relacionadas com o período cultural em que a autora viveu, pois no século XIX , quando a autora nasceu, a doutrina espírita tomava corpo na Europa e as manifestações mais comuns eram as dessa natureza.

Nesta obra em questão, suas referências à educação, sociedade  e costumes se referem ao final da era vitoriana e inicio da era eduardiana. Essa divisão cultural e histórica pode ser percebida no contraste entre a srta Emily e seus sobrinhos, tratados como ‘a geração mais jovem’ e que não tinha ‘apreço’ pelos costumes da época de sua tia.

Genealogia dos Arundell



Árvore genealógica dos Arundell

Personagens:

  • Poirot - Detetive
  • Hastings – Fiel escudeiro de Poirot
  • Emily Arundell – Personagem central da trama
  • Bob – cachorro de estimação de Emily.
  • Wilhelmina Lawson – Dama de companhia de Emily. Vista por todos como uma tonta. Poirot, após conversar com ela chega à conclusão de que “[...]ou ela é o que dizem ou é uma atriz de primeira. ”
  • Isabel e Julia  Tripp – Amigas da srta Lawson, são as espíritas que conduzem as sessões em casa e, algumas vezes, na casa da srta Emily. 
  • Ellen – governanta. Não via com bons olhos a srta Lawson
  • Annie – cozinheira. Compartilhava da opinião de Ellen sobre a srta Lawson.
  • Dr. Grainer – Médico da cidade a amigo da srta Emily.
  • Dr. Donaldson – Médico novato, sócio do dr. Grainer. Noivou com Thereza.
  • Sr. Purvis -  Advogado da srta Emily.
  • Srta Peaboby – Amiga da srta Emily
  • Thereza – Sobrinha da srta Emily, filha de Thomas. Pessoa sarcástica, exótica, de gostos extravagantes. Nela, segundo Hastings, “[...] Havia nela a energia contida em uma chicotada[...]”. Tinha uma vida desregrada, gastando toda sua fortuna com futilidades. Apaixonou-se pelo dr. Donaldson, com quem noivou. Protegia Charles, seu irmão.
  • Charles – Irmão de Thereza, visto como um sujeito encantador, porém sem escrúpulos. Sempre sem dinheiro, sempre endividado. Perversidade absoluta. Segundo srta Peabody, seria capaz de matar a avó por uns trocados.
  • Bella Tanios – Sobrinha da srta Emily. Casou-se com um médico grego, o que não foi bem visto pela sociedade inglesa. Completamente dominada pelo marido, tenta imitar o estilo de vestir-se de Thereza, porém sem dinheiro algum. Ela e Tanios têm dois filhos: Edward e uma menina . 
  • Jacob Tanios – marido de Bella. Médico grego. Muito falastrão e interesseiro. Aos olhos dos outros, domina a esposa completamente. Srta Lawson indica que a esposa teme o marido. 


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

E eis que ele chegou...


"Carnaval, carnaval, carnaval
Fico tão triste quando chega o carnaval[...]"
Luiz Melodia - Quando o Carnaval chegou

Como diria um amigo meu, é sempre bom reafirmar o óbvio. Então tá: eu odeio o nosso carnaval.  Me julgue. Não tem problema. Afinal, acredito que eu ainda tenha o direito de não gostar do que as outras pessoas gostam (é que anda difícil, né? Hoje em dia todo mundo tem que ser feliz, todo mundo tem que concordar, todo mundo tem que ser legal, todo mundo tem que estar sempre pronto e de bom humor... ai não dá!). Não sei se esta divisão efetivamente existe, mas eu entendo que há três movimentos no carnaval: o dos clubes, o dos sambódromos e o de rua. É o de rua que, particularmente, me incomoda.

A festa não é o pior. O pior são as pessoas que fazem dela um momento desagradável. Não gosto de falta de educação, não gosto de tumulto, não gosto de gritaria e, principalmente, não gosto de rir do que não tem graça. E, para mim, não tem graça! E não me olhe assim! Sério! 40 graus e o sujeito pulando o dia todo, suando,  tomando cerveja quente - na melhor das hipóteses - sujando a rua (porque ele não sabe segurar uma latinha ou a própria urina  até o lixo ou banheiro mais próximo), atravancando a passagem de pedestres, ciclistas, motoristas como se não houvesse amanhã! Depois, quando o 'horário oficial' da 'folia' encerra, eles seguem, em sua maioria bêbados - de novo, na melhor das hipóteses - , barulhentos, inconvenientes até acharem o rumo de casa.  Sei que existe toda a discussão da manifestação cultural, mas assumir como cultural a falta de educação e o abuso de liberdade... me desculpe... eu não aceito.

"- Ah, mas o Brasil é o país do carnaval".

Não, meu caro. Não é. Não no sentido de ser originário e/ou exclusivo daqui. O carnaval começou na antiguidade e está relacionado, principalmente, à inversão de papéis por um determinado período (aqui você encontra de forma detalhada como e por que isso acontecia) e daí vem, provavelmente, a utilização de fantasias.  De lá para cá, muitas coisas foram mudando. 

No Brasil, festejos relacionados ao carnaval só surgiram no período colonial e, a meu ver, vem aumentando sua relação com a origem greco-romana a cada ano: menos roupa, mais bebida, mais campanha de uso de camisinha... É um período para Dionísio nenhum botar defeito, como se  fosse necessário deixar à mostra o pior do ser humano: o mais vulgar, o mais selvagem. Pode ser que, no passado, tenha sido diferente. Pode ser que na sua cidade, seja diferente. Mas por aqui não é. 

Talvez eu gostasse do nosso carnaval de rua se nele houvesse encantamento, beleza, musicalidade... Não, pera ai... esse ai só em Veneza. É. Eu fico triste quando chega o carnaval. 


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Livros 2015

Da série 'To do list', outro acordo que fiz comigo mesma para este ano  é o da leitura (na verdade são vários... um deles você vai entender aqui)! Não que eu leia pouco... leio muitas coisas, a maioria relacionada ao trabalho. Pouco, entretanto, tenho dedicado à leitura por fruição! Como este espaço é um perfil NÃO profissional, achei  que estava faltando alguma coisa nele!

Foto: https://lhueagleeye.files.wordpress.com/2014/11/16andtheworld-wordpress-com.jpg
 Então nasceu a ideia (demorou, né?) de publicar, assim... às vezes... um pouco dos livros que vou ler este ano. É provável que eu vá alimentar outras redes com esse conteúdo posteriormente, mas... para começar, o rascunho vai ser feito aqui. O desafio MESMO seria uma postagem com esse tema "Livros 2015" a cada quinze dias, mas... pode ser que leve um pouco mais de tempo... dependendo do livro e/ou do período do ano (já que há épocas em que pouco sobra tempo para alguma coisa). Futuramente, mas beeeem futuramente, quem sabe, penso num canal para falar sobre eles. Mas isso só depois... beeeeeeem depois!

Não tenho uma lista predefinida e pode ser que alguns autores se repitam... pode ser, também, que leve mais do que quinze dias para postar...  na dúvida, vou usar a tag "Livros 2015" ali na nuvem ao lado e, no Instagram, sempre que começar um livro, vou usar a hashtag:  #livros2015 . Então, se você quiser, pode seguir meu perfil @cmussoi e ficar de olho!


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Tocando em frente!



"Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei
Ou nada sei

Conhecer as manhas E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs 

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
[...]
Todo mundo ama um dia
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz [...]
Tocando em frente - Almir Sater

Analogicamente

Há algum tempo resolvi que traria o convívio presencial de volta a minha vida. A ideia ficou mais forte depois de algumas perdas pelo caminho. Inevitáveis, sofridas, inesquecíveis. Através delas vi que há muito ai fora para explorar e entender. A partir delas alguns conceitos vêm mudando para mim. E foi por isso que, em meio à avalanche de todas as redes sociais digitais, resolvi voltar a  usar o bom e velho sistema dos Correios e me surpreendi. 

Essa ideia já vinha sendo incubada há um tempo, mas ainda não tinha tido a oportunidade de pôr em prática. Quando isso foi possível, procurei -  em um dos  novíssimos catálogos de pessoas -   aqueles  amigos  que teceram  alguma parte da minha história e pedi os endereços das residências. Uns, prontamente me enviaram; outros, sequer responderam. Com a atitude desses últimos, inicialmente, fiquei chateada;  entendi depois: hoje em dia é possível mostrar tudo a qualquer um, desde que não se ultrapasse a barreira do virtual. Me senti fora da  Matrix!


Baixas à parte e resumindo a ópera, consegui contato com gente muito querida, e, melhor do que isso: consegui me reunir com amigos que há anos - ANOS - não parava para VER e CONVERSAR. E foi tão bom! As horas passaram voando e a sensação foi muito melhor do que a de postar uma foto e compartilhar.  

Apesar daquela velha máxima de Homer Simpson: "- a culpa é minha e ponho em quem quiser", não vou dizer que a tecnologia afastou as pessoas. Mas digo que as pessoas usaram a tecnologia para se afastar umas das outras. E falo isso olhando aqui, ó: pro meu quintal. 

Se você tiver menos de 25 anos já ouviu falar que houve uma época em que os telefones só serviam para ligações. Nada de e-mails, alarmes, mensagens, fotos, músicas... Acesso a Twitter, Facebook e afins então, nem pensar! Com isso, aqueles que tinham o hábito ligar para amigos e familiares, às vezes davam notícias por cartas, mandavam cartões de aniversário e até presentes... pelo correio!  Como isso era o comum, a propagação dos e-mails e, depois, de telefones com outros recursos foi ofuscando o charme de um envelope colorido, dos  selos diferentes e do "perder tempo" parando para encontrar alguém que estaria a um 'clique' de distância... a um joinha do "- E ai, como você está?"  


Eu nunca havia parado para prestar a atenção nisso, mas, hoje, sinto que o desapego às pessoas e  a alguns costumes saudáveis veio na proporção direta do desapego a esses pequenos detalhes. É claro que não vou mandar pelo correio um convite para um jantar ou happy hour com amigos, mas penso que, nesses encontros,  os telefones  e as redes sociais não deveriam ser os protagonistas. 

No meu caso, só foi preciso deixar um comentário em uma foto - como algo do tipo "#saudade" para combinar. Depois, alguns alinhamentos de datas e horários et voilá! Curtir o abraço apertado, o olho no olho e a conversa animada, alinhando todos os pontos  que ficaram perdidos entre bits e bytes.  Não. Eu não estou decretando o encerramento do uso das redes sociais. Não quero e não posso fazer isso. Mas às vezes é importante mostrar a essas ferramentas todas quem é que manda! ;) 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

4 anos!


E tudo começou no Teatro... e na surpresa de mensagens e telefonemas. Coração vivido estranha manifestações intensas de atenção... Mas foi assim: na presença do dia a dia, no apoio constante, no respeito inquestionável, na convivência harmoniosa, no aventurar-se a construir uma vida a dois sem modelos - e sem traumas -  que chegamos até aqui!

Se no início eu não sabia nosso status (enrolados? Namorando? Como assim?), hoje vivemos juntos e planejamos que isso seja à moda Vinícius de Moraes: “... eterno enquanto dure”. E por mim, querido, pode durar a eternidade!  Feliz ‘quatro anos’ para nós. O primeiro ‘quadriênio’ de muitos que virão! E olha só o que achei 'por ai'... 

Te amo!