quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

25 de fevereiro de 1958

Vó Sales e Vô Geraldo
Hoje, completariam 57 anos de casados. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Livros 2015 - Poirot perde uma cliente

CHRISTIE, Agatha. Poirot perde uma cliente. Porto Alegre, RS: L&PM, 2011
O primeiro #livros2015 é de Agatha  Christie. Foi a primeira obra que li desta autora e gostei bastante. Não posso dizer que me surpreendi, porque tramas semelhantes eu havia lido na série de livros de Sherlok Holmes (Sir Arthur Conan Doyle) que devorei ano passado, mas isso não significa que não seja uma leitura tão eletrizante quanto! Se você gosta de romances policiais muito bem escritos, esse é um deles!

Abaixo, apresento um pouco sobre a autora, um breve resumo da obra e algumas curiosidades que identifiquei. :)

Autora:

Agatha  Christie foi  uma escritora britânica que atuou redigindo romances, contos e poesias.  Nasceu no final do século XIX  e viveu boa parte do século XX. (1890 / 1976).  É um dos nomes mais conhecidos na literatura Inglesa, tendo vários de seus livros adaptados para teatro, televisão e cinema. Sua escrita tem forte influência das obras de Arthur Conan Doyle e Edgar Allan Poe. Nesta obra em especial  a autora aborda o espiritismo e explora algumas questões desta doutrina no desenrolar da trama.

Para saber mais sobre Agatha Christie:

Wiki: http://pt.wikipedia.org/wiki/Agatha_Christie
Site official (em inglês) http://www.agathachristie.com/ 

A história

Hércule Poirot, o famoso detetive belga, recebe uma carta datada de dois meses antes. Intrigado, vai à cidade da remetente investigar e descobre que a remetente está morta. Houve ou não um assassinato? Por que razão a carta só foi enviada depois de tanto tempo?

A personagem central da história é a srta. Emily Arundell, remanescente dos Arundell de Littlegreen House, em Market Basing, cidade fictícia localizada perto de Londres. “Autoritária, autocrítica, mas bastante calorosa”, a rica senhora é solteira e, passando dos setenta anos, começa a pensar, após um incidente no feriado de Páscoa, no futuro de sua herança em relação aos familiares que, de forma interesseira, começam a procurá-la com frequência, a fim de conseguir dinheiro.

A personalidade forte de Emily se reflete na maneira com que ela lida com os sobrinhos, criados e as damas de companhia. Dessas últimas, é apenas pela srta. Lawson que ela parece nutrir alguma afeição. Apesar da personalidade difícil, tem alguns amigos de longa data: o dr. Grainer, médico que a acompanha há muitos anos; a srta Peabody, amiga que conhece desde a juventude, sabendo, inclusive, detalhes sobre a genealogia dos Arundell; e seu advogado, sr. Purvis, responsável pelo testamento que, alterado dias antes do falecimento de Emily, gerou “ espanto, excitação, profunda reprovação, fúria, desespero, raiva e fofoca generalizada” (p. 9). Esse contexto de dúvida e de indignação aguça a curiosidade do detetive e ele fará o que for preciso para confirmar sua teoria sobre todo o ocorrido.

Curiosidades


O livro foi lançado em 1937 e apresenta em parte da obra a temática do espiritismo, ainda que sob uma ótica simples, baseando-se em manifestações físicas como as das batidas nas mesas. Essas referências podem estar relacionadas com o período cultural em que a autora viveu, pois no século XIX , quando a autora nasceu, a doutrina espírita tomava corpo na Europa e as manifestações mais comuns eram as dessa natureza.

Nesta obra em questão, suas referências à educação, sociedade  e costumes se referem ao final da era vitoriana e inicio da era eduardiana. Essa divisão cultural e histórica pode ser percebida no contraste entre a srta Emily e seus sobrinhos, tratados como ‘a geração mais jovem’ e que não tinha ‘apreço’ pelos costumes da época de sua tia.

Genealogia dos Arundell



Árvore genealógica dos Arundell

Personagens:

  • Poirot - Detetive
  • Hastings – Fiel escudeiro de Poirot
  • Emily Arundell – Personagem central da trama
  • Bob – cachorro de estimação de Emily.
  • Wilhelmina Lawson – Dama de companhia de Emily. Vista por todos como uma tonta. Poirot, após conversar com ela chega à conclusão de que “[...]ou ela é o que dizem ou é uma atriz de primeira. ”
  • Isabel e Julia  Tripp – Amigas da srta Lawson, são as espíritas que conduzem as sessões em casa e, algumas vezes, na casa da srta Emily. 
  • Ellen – governanta. Não via com bons olhos a srta Lawson
  • Annie – cozinheira. Compartilhava da opinião de Ellen sobre a srta Lawson.
  • Dr. Grainer – Médico da cidade a amigo da srta Emily.
  • Dr. Donaldson – Médico novato, sócio do dr. Grainer. Noivou com Thereza.
  • Sr. Purvis -  Advogado da srta Emily.
  • Srta Peaboby – Amiga da srta Emily
  • Thereza – Sobrinha da srta Emily, filha de Thomas. Pessoa sarcástica, exótica, de gostos extravagantes. Nela, segundo Hastings, “[...] Havia nela a energia contida em uma chicotada[...]”. Tinha uma vida desregrada, gastando toda sua fortuna com futilidades. Apaixonou-se pelo dr. Donaldson, com quem noivou. Protegia Charles, seu irmão.
  • Charles – Irmão de Thereza, visto como um sujeito encantador, porém sem escrúpulos. Sempre sem dinheiro, sempre endividado. Perversidade absoluta. Segundo srta Peabody, seria capaz de matar a avó por uns trocados.
  • Bella Tanios – Sobrinha da srta Emily. Casou-se com um médico grego, o que não foi bem visto pela sociedade inglesa. Completamente dominada pelo marido, tenta imitar o estilo de vestir-se de Thereza, porém sem dinheiro algum. Ela e Tanios têm dois filhos: Edward e uma menina . 
  • Jacob Tanios – marido de Bella. Médico grego. Muito falastrão e interesseiro. Aos olhos dos outros, domina a esposa completamente. Srta Lawson indica que a esposa teme o marido. 


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

E eis que ele chegou...


"Carnaval, carnaval, carnaval
Fico tão triste quando chega o carnaval[...]"
Luiz Melodia - Quando o Carnaval chegou

Como diria um amigo meu, é sempre bom reafirmar o óbvio. Então tá: eu odeio o nosso carnaval.  Me julgue. Não tem problema. Afinal, acredito que eu ainda tenha o direito de não gostar do que as outras pessoas gostam (é que anda difícil, né? Hoje em dia todo mundo tem que ser feliz, todo mundo tem que concordar, todo mundo tem que ser legal, todo mundo tem que estar sempre pronto e de bom humor... ai não dá!). Não sei se esta divisão efetivamente existe, mas eu entendo que há três movimentos no carnaval: o dos clubes, o dos sambódromos e o de rua. É o de rua que, particularmente, me incomoda.

A festa não é o pior. O pior são as pessoas que fazem dela um momento desagradável. Não gosto de falta de educação, não gosto de tumulto, não gosto de gritaria e, principalmente, não gosto de rir do que não tem graça. E, para mim, não tem graça! E não me olhe assim! Sério! 40 graus e o sujeito pulando o dia todo, suando,  tomando cerveja quente - na melhor das hipóteses - sujando a rua (porque ele não sabe segurar uma latinha ou a própria urina  até o lixo ou banheiro mais próximo), atravancando a passagem de pedestres, ciclistas, motoristas como se não houvesse amanhã! Depois, quando o 'horário oficial' da 'folia' encerra, eles seguem, em sua maioria bêbados - de novo, na melhor das hipóteses - , barulhentos, inconvenientes até acharem o rumo de casa.  Sei que existe toda a discussão da manifestação cultural, mas assumir como cultural a falta de educação e o abuso de liberdade... me desculpe... eu não aceito.

"- Ah, mas o Brasil é o país do carnaval".

Não, meu caro. Não é. Não no sentido de ser originário e/ou exclusivo daqui. O carnaval começou na antiguidade e está relacionado, principalmente, à inversão de papéis por um determinado período (aqui você encontra de forma detalhada como e por que isso acontecia) e daí vem, provavelmente, a utilização de fantasias.  De lá para cá, muitas coisas foram mudando. 

No Brasil, festejos relacionados ao carnaval só surgiram no período colonial e, a meu ver, vem aumentando sua relação com a origem greco-romana a cada ano: menos roupa, mais bebida, mais campanha de uso de camisinha... É um período para Dionísio nenhum botar defeito, como se  fosse necessário deixar à mostra o pior do ser humano: o mais vulgar, o mais selvagem. Pode ser que, no passado, tenha sido diferente. Pode ser que na sua cidade, seja diferente. Mas por aqui não é. 

Talvez eu gostasse do nosso carnaval de rua se nele houvesse encantamento, beleza, musicalidade... Não, pera ai... esse ai só em Veneza. É. Eu fico triste quando chega o carnaval. 


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Primeira sexta-feira 13 do ano!






quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Livros 2015

Da série 'To do list', outro acordo que fiz comigo mesma para este ano  é o da leitura (na verdade são vários... um deles você vai entender aqui)! Não que eu leia pouco... leio muitas coisas, a maioria relacionada ao trabalho. Pouco, entretanto, tenho dedicado à leitura por fruição! Como este espaço é um perfil NÃO profissional, achei  que estava faltando alguma coisa nele!

Foto: https://lhueagleeye.files.wordpress.com/2014/11/16andtheworld-wordpress-com.jpg
 Então nasceu a ideia (demorou, né?) de publicar, assim... às vezes... um pouco dos livros que vou ler este ano. É provável que eu vá alimentar outras redes com esse conteúdo posteriormente, mas... para começar, o rascunho vai ser feito aqui. O desafio MESMO seria uma postagem com esse tema "Livros 2015" a cada quinze dias, mas... pode ser que leve um pouco mais de tempo... dependendo do livro e/ou do período do ano (já que há épocas em que pouco sobra tempo para alguma coisa). Futuramente, mas beeeem futuramente, quem sabe, penso num canal para falar sobre eles. Mas isso só depois... beeeeeeem depois!

Não tenho uma lista predefinida e pode ser que alguns autores se repitam... pode ser, também, que leve mais do que quinze dias para postar...  na dúvida, vou usar a tag "Livros 2015" ali na nuvem ao lado e, no Instagram, sempre que começar um livro, vou usar a hashtag:  #livros2015 . Então, se você quiser, pode seguir meu perfil @cmussoi e ficar de olho!


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Tocando em frente!



"Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei
Ou nada sei

Conhecer as manhas E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs 

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
[...]
Todo mundo ama um dia
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz [...]
Tocando em frente - Almir Sater

Analogicamente

Há algum tempo resolvi que traria o convívio presencial de volta a minha vida. A ideia ficou mais forte depois de algumas perdas pelo caminho. Inevitáveis, sofridas, inesquecíveis. Através delas vi que há muito ai fora para explorar e entender. A partir delas alguns conceitos vêm mudando para mim. E foi por isso que, em meio à avalanche de todas as redes sociais digitais, resolvi voltar a  usar o bom e velho sistema dos Correios e me surpreendi. 

Essa ideia já vinha sendo incubada há um tempo, mas ainda não tinha tido a oportunidade de pôr em prática. Quando isso foi possível, procurei -  em um dos  novíssimos catálogos de pessoas -   aqueles  amigos  que teceram  alguma parte da minha história e pedi os endereços das residências. Uns, prontamente me enviaram; outros, sequer responderam. Com a atitude desses últimos, inicialmente, fiquei chateada;  entendi depois: hoje em dia é possível mostrar tudo a qualquer um, desde que não se ultrapasse a barreira do virtual. Me senti fora da  Matrix!


Baixas à parte e resumindo a ópera, consegui contato com gente muito querida, e, melhor do que isso: consegui me reunir com amigos que há anos - ANOS - não parava para VER e CONVERSAR. E foi tão bom! As horas passaram voando e a sensação foi muito melhor do que a de postar uma foto e compartilhar.  

Apesar daquela velha máxima de Homer Simpson: "- a culpa é minha e ponho em quem quiser", não vou dizer que a tecnologia afastou as pessoas. Mas digo que as pessoas usaram a tecnologia para se afastar umas das outras. E falo isso olhando aqui, ó: pro meu quintal. 

Se você tiver menos de 25 anos já ouviu falar que houve uma época em que os telefones só serviam para ligações. Nada de e-mails, alarmes, mensagens, fotos, músicas... Acesso a Twitter, Facebook e afins então, nem pensar! Com isso, aqueles que tinham o hábito ligar para amigos e familiares, às vezes davam notícias por cartas, mandavam cartões de aniversário e até presentes... pelo correio!  Como isso era o comum, a propagação dos e-mails e, depois, de telefones com outros recursos foi ofuscando o charme de um envelope colorido, dos  selos diferentes e do "perder tempo" parando para encontrar alguém que estaria a um 'clique' de distância... a um joinha do "- E ai, como você está?"  


Eu nunca havia parado para prestar a atenção nisso, mas, hoje, sinto que o desapego às pessoas e  a alguns costumes saudáveis veio na proporção direta do desapego a esses pequenos detalhes. É claro que não vou mandar pelo correio um convite para um jantar ou happy hour com amigos, mas penso que, nesses encontros,  os telefones  e as redes sociais não deveriam ser os protagonistas. 

No meu caso, só foi preciso deixar um comentário em uma foto - como algo do tipo "#saudade" para combinar. Depois, alguns alinhamentos de datas e horários et voilá! Curtir o abraço apertado, o olho no olho e a conversa animada, alinhando todos os pontos  que ficaram perdidos entre bits e bytes.  Não. Eu não estou decretando o encerramento do uso das redes sociais. Não quero e não posso fazer isso. Mas às vezes é importante mostrar a essas ferramentas todas quem é que manda! ;)