sexta-feira, 31 de julho de 2015

Em tese...



Me desculpem os críticos e entendidos em todas as formas de representação televisiva... Talvez eu ainda deva ler muito para entender certos pontos de vista, mas...

Dia desses li por ai uma critica a novelas. Por elas incentivarem abusos: roubos, violência, traições. Depois, li outra sobre as comédias românticas. Dizendo que elas banalizavam a mulher com o estereótipo a ou b. Se é assim, condenemos o cinema, os documentários, as peças de teatro, os filmes... As obras literárias. Afinal, falar sobre um tema é defendê-lo... segundo alguns. 

O Nome da Rosa parece fazer mais sentido do que nunca ultimamente... Talvez a comédia deva mesmo ter sido devorada por um abade cego e louco... Talvez a Tragédia seja o que nos resta. Nosso mundo de rótulos opiniões amalucadas.

Novela é ruim não porque é novela; não porque há malfeitores e criminosos; não porque tem um público a, b ou c que assiste... Mas porque hoje ela é mal feita. Como tudo o que se desenvolve em desequilíbrio, temos o auge da tecnologia " Full HD" e o NADA na criação de roteiros. Não e à toa que as melhores são as das antigas e se basearam em alguma obra literária - sim, faz tempo que a coisa anda ruim. E talvez por isso os seriados e os canais alternativos - principalmente os online - venham ganhando cada vez mais adeptos.

Penso que a crise não seja apenas no folhetim... na verdade começou a aparecer lá o que já estamos vendo em outros formatos de programa: falta criatividade, de conteúdo, de aprofundamento, de poesia... de conexão com as pessoas. A TV quer andar no séc. XXI dando ares de século retrasado: "Merchan" e americam way of life. Não cola mais.

Tenho medo de que a nossa geração esteja entrando numa onda de não fantasia, não crença, não desopilação, não sonho... Só vale o real e o real tem que ser politicamente correto, perfeito... Ou ainda pior... as pessoas não estão mais conseguindo ler nem o que é imagem... não compreendem ironia, sarcasmo... não entendem o que é ser personagem... o que é ficção... Que triste, minha gente.

É. Tenho que ler mais teorias... Ou será que as teorias deverão começar a ler mais o mundo?