quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Só ele mesmo!

E ai você acorda pensando na vida e eis que alguém já resumiu tudo em uma frase:

O problema nunca é o que acontece, mas a forma como acontece dentro de cada pessoa. Carpinejar.
 Valeu, Carpinejar!
Fonte: https://www.facebook.com/carpinejar?fref=photo 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Memórias da casa velha


Já não sei bem quanto tempo faz, mas há anos deixei uma terra que, até hoje, parece guardar um pedaço meu. Também pudera... Nela deixei meus primeiro passos, meus primeiros risos, meus primeiros romances - literários e platônicos... Minhas primeiras perdas.

Como se bastasse abrir uma cortina, vejo meu avô na oficina, tratando a madeira para o piso da 'casa nova' (aquela que nos faria dar as costas a um lar aconchegante, embora grande demais). Lembro de suas histórias e de suas ferramentas... Olho para o lado e vejo minha avó, cuidando da casa e dessa neta inquieta. Lembro dos almoços de domingo, das tardes de verão. Era tudo tão vivo, era tudo tão bom.

Cada lugar que habitamos guarda um pedaço de nós. E até hoje guardo o cheiro do orvalho da manhã de sol no inverno; os temporais de fevereiro... A lagoa e suas flores coloridas... O galpão e seus mistérios mil para uma criança curiosa, o campo e a paz da liberdade de por ele andar e a tentar entender a vida...

 Ah, a  casa...  Aquela casa... Lembro de todos os cômodos, de todas as janelas e de todas as horas em que, nelas, debulhei muitos livros. Como é dolorido saber que dessa minha amada casa restam apenas escombros e memórias. Que nela já não posso entrar e tentar buscar o pouco de mim que por lá ficou. Para sempre.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Das coisas do tempo...


A-ha... Quem diria... E o coração bate forte de novo!

Que os caras fazem sucesso por aqui todos sabemos. Sucesso que os surpreende, inclusive. Pelo que sei, começaram nos anos 80 (e azar de quem não gosta dessa década. Eu AMO), mas eu só ouvi algo deles  lá por 1990. Também pudera... Com menos de 10 anos, como fazer boas escolhas?  :)

O fato é que enlouqueci pelos caras depois que escutei o álbum "A-ha - Best in Brazil" pela primeira vez. Aqui cabe lembrar que CD era luxo; demorava pra ter coisa nova na terrinha, então, se o álbum era de 1988 e eu escutava entre 1990/92, eu era muuuuuito moderninha.

Depois a paixão amornou por um período (na verdade comecei a consumir muitas outras coisas mais dos anos 80, 70 - e até 60), culminando na descoberta de outros amores musicais. Mas como primeiro amor é sempre inesquecível (falo aquele amor de verdade, que só de pensar arrepia. Não me venham com nada menos do que isso), impossível não amar novamente aqueles caras ontem à noite.

A-ha - 2015 - Brasil - RJ


Só mesmo eles para conseguirem acordar em mim turbilhões de memórias (antigas e recentes). E só por eles me arrependi de não ter dado a mínima para o Rock in Rio desse ano. Tem evento em 2017 de novo. Se eles vierem, lá estarei!

Um pouco mais sobre:  http://netlivebrasilia.com.br/a-ha/

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Seja bem-vinda, Primavera!


Manacá de Jardim ou Manacá de Cheiro

Ela chegou, finalmente. E trouxe a esperança de uma melhora considerável no clima, nos dias; nas coisas da vida. A imagem que escolhi para esse registro é de um arbusto que amo desde minha infância, lembrança do meu trajeto da escola para casa nos agradáveis dias da primavera ao verão. O perfume dessas flores é maravilhoso e, com a saudade que tenho daquele tempo, inesquecível. Hoje, sei o nome (me disseram uma vez na vida). Mas por muito tempo ela foi simplesmente minha adorada árvore cheirosa da primavera. ;-p


domingo, 20 de setembro de 2015

Por que precisamos morrer de amor?

Porque é preciso ter motivos para sorrir feito bobos enquanto o mundo pega fogo; porque é preciso o mistério para aguçar a mente; porque é preciso ler e ser lido em apenas um olhar; porque é preciso tremer da cabeça aos pés apenas com a lembrança de um primeiro beijo... porque é preciso estar disposto a arriscar tudo e aproveitar todas as oportunidades de conhecermos melhor a pessoa que rouba um pouco mais de nosso ar a cada dia; porque há coisas que nunca irão se apagar e que voltam, vez ou outra, a fazer pulsar um coração. Porque sim.


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Seis meses

Hoje acordei pensando nessa música...





Há seis meses me despedi da minha segunda maior referência na vida: meu pai. Não foi fácil. Nunca é fácil. A cada dia percebo traços dele em mim. Talvez por isso tivéssemos tantos atritos quando moramos no mesmo espaço... nosso temperamento era idêntico. A diferença é que ele era muito melhor do que eu.



terça-feira, 1 de setembro de 2015

Metade

Começou setembro! Mais alguém aqui já estava de saco cheio do mês de agosto? Vi esses dias uma postagem que dizia algo como haver três meses dentro de agosto. Concordo! Mas ACABOU!
Para alinhar o começo do mês mais florido e gostoso do ano (porque nele começa a melhor estação de todas, que é a Primavera) a bons sentimentos e reflexões, trago uma letra que me emociona bastante... desde a primeira vez que a li, lá por 2010.


Metade
Oswaldo Montenegro
Composição: Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Nem Lya e nem Martha: Carolina

Sempre me disseram que eu deveria escrever... escrever o quê? Para quem? Já tive vontade, mas não tenho a sanha dos jornalistas e nem o alinhavo dos grandes escritores. Escrever sobre tudo pode ser, de fato, muito mau. Mesmo assim nunca consegui abandonar o hábito.

Isso começou cedo... ainda nos diários escritos à mão. Sempre tive pilhas deles. Hoje, mofados. Provavelmente. Guardados num sótão qualquer da casa de meus pais. Há algum tempo troquei as linhas de papel pelas de bits e bytes.

O certo é  que escrever liberta... é nas linhas que conseguimos viver o que as idéias dos outros não nos permitem. É nas linhas que a vida ganha a cor que queremos; o tempo que desejamos. É nas linhas que o coração (quase) nunca se parte. Porque se partir, é também nelas que ele tenta se reconfortar.

Pensando bem... escrever é uma aventura: não podemos garantir que quem lê entende o que está ali; ao mesmo tempo, é possível que várias interpretações surjam, formadas a partir daquilo que já se viveu ou se sonha viver.

E é por isso que não prometo escritas regulares; bom humor constante e nem coisas sempre minhas... Afinal... este espaço é meu e aquilo que tem um ‘q’ de meu tem um ‘q’ de imperfeito. Compartilho, então, minha imperfeição com vocês. Façam bom uso, seja lá o que ‘bom’ – a essa altura da vida – possa representar!