terça-feira, 1 de setembro de 2015

Nem Lya e nem Martha: Carolina

Sempre me disseram que eu deveria escrever... escrever o quê? Para quem? Já tive vontade, mas não tenho a sanha dos jornalistas e nem o alinhavo dos grandes escritores. Escrever sobre tudo pode ser, de fato, muito mau. Mesmo assim nunca consegui abandonar o hábito.

Isso começou cedo... ainda nos diários escritos à mão. Sempre tive pilhas deles. Hoje, mofados. Provavelmente. Guardados num sótão qualquer da casa de meus pais. Há algum tempo troquei as linhas de papel pelas de bits e bytes.

O certo é  que escrever liberta... é nas linhas que conseguimos viver o que as idéias dos outros não nos permitem. É nas linhas que a vida ganha a cor que queremos; o tempo que desejamos. É nas linhas que o coração (quase) nunca se parte. Porque se partir, é também nelas que ele tenta se reconfortar.

Pensando bem... escrever é uma aventura: não podemos garantir que quem lê entende o que está ali; ao mesmo tempo, é possível que várias interpretações surjam, formadas a partir daquilo que já se viveu ou se sonha viver.

E é por isso que não prometo escritas regulares; bom humor constante e nem coisas sempre minhas... Afinal... este espaço é meu e aquilo que tem um ‘q’ de meu tem um ‘q’ de imperfeito. Compartilho, então, minha imperfeição com vocês. Façam bom uso, seja lá o que ‘bom’ – a essa altura da vida – possa representar!

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