sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Ser ou não ser...hiperbólico...

Sofro. Sofro de um mal agudo, irremediável, incorrigível: não sou um ser hiperbólico.

 Tanta gente é tanto, faz coisas tão grandiosas, tem tanta gratidão e amor e alegrias e afins que sou obrigada a começar a procurar os restos da nave espacial que me largou por aqui...

Não se pode mais se contentar com uma resposta: é preciso ter uma tese sobre o assunto. Não basta conhecer, tem que ser especialista na coisa - seja lá que coisa for. E pior: nem precisa ser especialista de verdade... A coisa anda tão feia que ando com medo de perguntar as horas a um estranho...

Ninguém quer ser comum, humano, gente, sabe? Não. Isso não vende. Tem que ser A melhor pessoa, O melhor perfil, ter a última/única palavra.

Aliás... gente pra dizer como tem que ser a nossa vida tem aos montes... agora pra VIVER de verdade, tá difícil.

Fonte: http://claragavilan.com.br/blog/71-o-hiperbolico

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Acabou a paciência


Deu. Acabou. Enchi o saco.

Cansei de tanta gente inteligente e interessante (#sqn) no Facebook. Cansei de sempre ter alguém para criticar quem é vegetariano, carnívoro, político, cotista, gay, hetero, preto, branco, de cabelo liso, de cabelo crespo, que usa batom vermelho, que não usa batom nenhum, que é casado, solteiro, amante; que é católico,  protestante, judeu,  ateu; que é gordo, que é magro... e por ai vai.

Cansei de fotos mal feitas com texto de autoria contestável;  cansei de notícias velhas/novas fora de contextos e duvidosas, vendidas como verdade absoluta a uma geração que consome propaganda como informação.

Cansei de ver gente se cutucando e dando indiretas por postagens e mensagens; cansei de me sentir culpada por não me preocupar com a paz mundial - como toda Miss Universo se preocupa.

Cansei de ver/ouvir sobre as melhores maneiras de manter a casa organizada, o trabalho em ordem, o corpo sarado e a mente sã. Cansei de ser bombardeada com postagens que me mostram como é fundamental uma mulher moderna viver para o trabalho, para a família, para Deus, para a beleza, para o/a parceiro/a, para as outras mulheres, menos para ela mesma.

Cansei de me constranger ao conhecer o lado mais obscuro de pessoas que cara a cara são carneirinhos que amam o próximo, mas no mundo virtual disseminam preconceito, ódio, falta de respeito e ignorância.

Cansei de ser estatística.
Cansei.

E eu não vou conseguir mudar esse povo. Nunca. Então mudo eu.





quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Only if


[...]
If you really want to, you can hear me say
Only if you want to will you find a way.
If you really want to you can seize the day.
Only if you want to will you fly away.
[...]

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Leituras possíveis: mais um caminho para escrever

Há algumas semanas tomei coragem de me inscrever para ser uma das autoras do Canal Obvious. Para quem não conhece, trata-se de um espaço aberto para a divulgação de múltiplos olhares sobre temas culturais. Seu foco está nos países de língua portuguesa e esse é um dos argumentos me mais me motivou: escrever para gente da gente!

Voltei às raízes e escrevi sobre um autor que adoro: Josué Guimarães (e não poderia ser diferente, já que conheci sua obra ainda no tempo da faculdade e me encantei com praticamente tudo de seu universo). Os editores gostaram, aprovaram minha participação e hoje, exatamente hoje, meu humilde texto está na capa do canal!



Tenho agora um blog dentro da Obvious, o Leitura Possível, e nele serão publicados textos cujas temáticas tenham relação direta com as da revista! O pergaminho segue, é claro, porque nele publico coisas mais temporalmente demarcadas e  demasiadamente pessoais! Isso significa que se você gosta de ler o que escrevo, terá mais um espaço a visitar!

Se ficou curioso para ler meu primeiro artigo, acesse:
http://obviousmag.org/leitura_possivel/2015/depois-do-ultimo-trem-o-realismo-fantastico-e-a-metafora-da-negacao-a-morte.html

E vamos lá!